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domingo, 5 de janeiro de 2014

Claridade, de Alyson Noël - Opinião

Claridade, de Alyson Noël

Bem-vindos ao Aqui & Agora
Riley Bloom deixou a irmã, Ever, no mundo dos vivos e atravessou a ponte que conduz à vida depois da morte - um local chamado Aqui, onde o tempo é sempre Agora.
Acompanhada pelo seu cão, Botão de Ouro, Riley juntou-se aos seus pais e está prestes a instalar-se numa morte agradável e descontraída quando a chamam para comparecer perante o Conselho. Aí, revelam-lhe um segredo - a vida depois da morte não é só uma eternidade de boa vida e Riley tem de trabalhar. Confiam-lhe, nessa altura, uma tarefa, a de ser uma Apanhadora de Almas, e um professor, Bodhi, um rapaz estranho que ela não consegue compreender bem.

Este livro chegou-me às mãos graças ao Bookcrossing. Por estar de férias forçadas em casa acabo por ter mais tempo para ler e, como tal, este livro foi devorado em pouco mais de um dia.
O termo devorado não se aplica aqui pela qualidade do livro, convenhamos, mas simplesmente pelo facto de não haver muito mais para fazer.
Claridade é um livro simples. Um spin-off da Saga dos Imortais da mesma autora. Já tinha lido Eternidade (podem reler a opinião aqui), a história de Ever, onde a irmã Riley é mencionada umas quantas vezes. Agora vemos a versão de Riley, que não sobreviveu ao acidente.
Riley faleceu naquele acidente que vitimou ainda os pais e Botão de Ouro, a cadela. Mas ao contrário dos pais a jovem de 12 anos teve mais dificuldade em atravessar a ponte e manteve-se presa mais tempo na névoa que separa os dois mundos, atenta aos passos da irmã Ever.
Quando finalmente atravessa a ponte a personagem relata-nos como é o outro mundo e conta-nos o primeiro dia de escola, sim… também têm escola, onde repara no estranho brilho que alguns alunos emanam. E onde conhece Bodhi…
Depois de ser chamada ao conselho, onde a sua vida é analisada, Riley é encarregue de uma missão. Para encontrar o seu caminho será uma caçadora de almas e é-lhe confiada a primeira tarefa em Inglaterra, num velho castelo, onde terá de encontrar o famoso Rapaz Luminoso e convencê-lo a atravessar a ponte. Para isso contará com um guia/professor que, para sua surpresa, se revela Bodhi, o rapaz a quem tantas vezes chamou parvalhão.
O livro é bastante pequeno e fácil de ler. Não é uma obra prima, mas já a série Os Imortais não o é. É apenas umas páginas que entretêm umas horas sem pensar muito. A história, ou a premissa da história, até está interessante. Mas depois “esparrama-se” nas opiniões de uma miúda de 12 anos, numa visão infantil do mundo, e numa linguagem também algo infantil.
Como digo, é um livro interessante quando não temos mais nada para ler e queremos não pensar nos problemas durante algumas horas.

A surpresa? Pasmem… tem continuação…. Não sei bem como, mas tem. Aliás, as primeiras páginas da nova aventura de Riley aparecem logo no fim do livro numa tentativa de entusiasmar o leitor. Comigo não foi muito bem sucedido. Mas nunca se sabe.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Hex Hall, de Rachel Hawkins - Opinião

Hex Hall, de Rachel Hawkins

Um bilhete só de ida para um colégio interno perdido nos pântanos do Louisiana era talvez a última coisa que Sophie Mercer esperava receber pelos seus dezasseis anos. Mas Sophie não é uma adolescente igual às outras. Sophie é uma feiticeira e, tal como os outros prodigium, feiticeiros, fadas, lobisomens e vampiros, Sophie não pode frequentar uma escola normal. O que Sophie esperava ainda menos era ser companheira de quarto de Jenna, a única vampira da escola, e ver-se enredada numa trama para descobrir quem anda a assassinar os alunos da escola ao mesmo tempo que tem que lidar com os seus novos poderes, a descoberta da importância do seu Pai na hierarquia dos feiticeiros e a sua paixão pelo namorado da sua mais recente inimiga.

Tinha alguma curiosidade sobre este livro. Uma das coisas que me chamava a atenção era a capa. Infelizmente as novas edições mudaram de capa. A inicial era muito mais original e demonstrava a dualidade presente na história do livro (a capa inicial ilustra esta opinião).
Sophie é-nos apresentada de uma forma bastante interessante ao tentar protagonizar um feitiço de amor que não tem os resultados esperados. Aos poucos somos apresentados à história de uma rapariga que afinal é bruxa mas que deu demasiado nas vistas e por isso é mandada para a escola de Hecate Hall, o lugar para onde os seres prodigiosos que fazem asneira no mundo real são enviados de maneira a aprenderem a ser mais discretos.
Aqui o livro adquire os contornos claramente adolescentes dos livros da moda. O tema não foge a isso: uma escola de seres mutáveis, prodigiosos e cheios de poder.
A autora vai-nos apresentando as várias personagens, as histórias por trás de Hecate Hall, conhecido como Hex Hall, os campos, toda a história que envolve estes seres diferentes. A história dos membros do L’Occhio di Dio faz-nos lembrar sociedades secretas dos Illuminati.
Mas para Sophie nem tudo é um mar de rosas. Colegas começam a aparecer desfalecidas, sem gota de sangue no corpo, e Jenna, a sua única amiga, e vampira, é acusada dos acontecimentos. A verdade, contudo, é que algo muito mais poderoso e impensável assombra os campos de Hex Hall e com ele traz a verdadeira história da família de Sophie.
Uma história leve e fácil de ler já que é dirigida, maioritariamente, a adolescentes. Não acrescenta nada de novo mas consegue ser interessante e, em algumas partes, agarrar o leitor à história.

O meu pormenor favorito? Tornar Lord Byron professor na escola, mantendo a sua fama de vampiro, claro.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Gailivro traz Vordak - O Incompreensível


 Vordak – O Incompreensível

Com o tipo de humor que agrada aos mais jovens e ilustrações divertidas e atraentes, Vordak – O Incompreensível é um manual de instruções para a conquista do mundo e promete conquistar muitos leitores em Portugal.

«Saudações, ser inferior. Chamo-me Vordak, O Incompreensível. Quem tu és não interessa. O que realmente interessa é a minha decisão ignóbil de acrescentar à minha enorme lista de conquistas o universo da edição de livros. Sem sequer me esforçar muito, criei um livro de um brilhantismo inacreditável que diminui todos os outros géneros de literatura e que me coloca num patamar superior da História da Humanidade.»

terça-feira, 27 de março de 2012

Novidade Gailivro


O Anel Mágico, de António Mota
Ilustrações de Rute Reimão
Colecção Contos Tradicionais

Era uma vez um rapaz que vivia com a mãe num casebre muito velho. Lá dentro pouco ou nada havia para comer. Farto de tanta pobreza, cansado de adormecer com fome e acordar sem ter nada em que ferrar o dente, o rapaz despediu-se da mãe e pôs-se a correr mundo. Andou, andou, andou até que chegou a uma grande cidade e encontrou uma velhinha que subia uma rua carregando dois enormes baldes cheios de água com grande sofrimento.
O rapaz teve pena da velhinha e resolveu ajudá-la. E ela, reconhecida, ofereceu-lhe um cão, um gato e um anel mágico que o ajudaram a mudar de vida.



terça-feira, 8 de novembro de 2011

Eternidade, de Alyson Noel - Opinião

Eternidade, de Alyson Noel
Série Os Imortais
Edições Gailivro

Entrem num mundo encantador onde o verdadeiro amor nunca morre... Depois de um terrível acidente que lhe matou a família, Ever Bloom, de dezasseis anos, consegue ver as auras das pessoas que a rodeiam, ouvir os seus pensamentos e conhecer a história da vida de qualquer pessoa através de um simples toque. Desviando-se, sempre que possível, no sentido de evitar qualquer contacto humano e de esconder esses dons, Ever é vista como uma anormal na escola secundária à qual regressa. Mas tudo muda, quando conhece Damen Auguste. Damen é encantador, exótico e rico. E é a única pessoa que consegue silenciar o ruído e as manifestações de energia que invadem a cabeça de Ever. Ele transporta uma magia tão intensa que parece conseguir ler a alma de Ever. À medida que Ever é arrastada para o sedutor mundo de Damen, onde abundam os segredos e os mistérios, começam a surgir-lhe mais perguntas do que respostas. Além de que não faz ideia de quem realmente é... ou daquilo que é. Apenas sabe que se está a apaixonar desesperadamente.


Alyson Noel apresenta-nos Ever, uma rapariga como as outras se não fosse o terrível acidente que ceifou a vida dos seus pais e irmã. Mas, para além da dor do luto, o acidente deixou-lhe ainda uma cicatriz e um dom, que Ever não entende como tal.
Adoptando um visual mais escondido do que seria normal numa rapariga de 16 anos, Ever muda de casa e de escola e encontra amigos nos “anormais” que ela antes gozava.
A todo o custo evita o toque dos colegas, amigos e tia, já que o mesmo lhe permite saber tudo sobre o seu interlocutor: passado, presente e futuro.
Até ao dia em que aparece Damen…
Damen é o sonho de qualquer miúda. É giro, rico, e consegue calar o mundo de Ever quando lhe toca. Sim, porque Ever não o consegue “ler” como aos restantes colegas. Ah… e tem aquela mania de fazer aparecer túlipas vermelhas para lhe oferecer.

Na realidade ia com bastantes expectativas para este livro. As mesmas não foram concretizadas.
De início achei que era uma mistura de livros do género. O aluno novo na escola de quem ela se afasta porque lê pensamentos (versão inversa no Crepúsculo), a cicatriz na testa resultado do acidente e que depois se vai revelar importante (Harry Potter), as garrafas vermelhas com um líquido que são a única alimentação de Damen (Sangue Fresco). Como ser original quando nos baseamos numa mistura de todos os outros?
A história é engraçada, mas como digo mantem-se no mesmo género dos demais. Na realidade a personagem que achei mais interessante e rica no livro é a da amiga de Ever, Haven. Representa a rapariga que faz de tudo para chamar a atenção porque não a tem em casa. Ela desparece a dada altura do livro e os pais nem se preocupam.
Podemos achar que é mais um livro de vampiros mas não é. Damen é um imortal e não um vampiro. Chamam-lhe alquimia. E procura em Ever o seu amor imortal.
A escrita é fluida e agradável. Ainda bem. Porque se não o fosse o livro seria desistido a meio em muitas boas casas. Compreendo a dificuldade de Alyson em escrever algo do tipo sem se colar aos livros fantásticos mais conhecidos. Mas penso que o tema retratado em algo menos juvenil poderia ser muito mais interessante.

Assim fica um livro que entretém algumas horas (cerca de 4, na realidade) mas que acabamos e colocamos de lado sem pensar muito mais nele. Se continuo a ler a série? Não faço ideia. Até porque não consigo descobrir por onde há-de a autora pegar para conseguir esticar a história. Para mim está tudo dito no primeiro livro.