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terça-feira, 29 de maio de 2012

Mil Noites de Paixão - Opinião


Mil Noites de Paixão, de Madeline Hunter

Ian de Guilford é um sedutor implacável. Lady Reyna é uma mulher pura e íntegra. Juntos, são como a água e o vinho, o ódio e a paixão…

Eles não têm absolutamente nada em comum. Lady Reyna é uma mulher virtuosa e erudita, que preferia morrer a quebrar uma promessa ou voto. Ian de Guilford é um sensual mercenário, um cavaleiro errante cujo temperamento fogoso lhe valeu a alcunha de Senhor das Mil Noites. Ela não conhecia a sua fama quando, fazendo-se passar por cortesã, transpôs as linhas inimigas com um plano desesperado para salvar o seu povo. Agora que está frente a frente com o guerreiro a cujos encantos, diz-se, é impossível resistir, Reyna apercebe-se de que subestimou o seu inimigo. Ele está decidido a tudo para subjugar a sua virtude. A bem do seu povo, ela não pode ceder... e a sua audácia leva-a a fazer algo com que nunca sonhou: pôr em jogo o seu coração.

Este livrinho chegou até às minhas mãos por gentileza das Edições Asa. Descobri Madeline Hunter há relativamente pouco tempo e tenho andado a meter a leitura em dia. Gosto da escrita dela por ser algo leve, fácil de intercalar com livros mais “pesados” e pelos pormenores históricos que conta. Muito romance apimentado à mistura… mas agora está na moda.
A história de Mil Noites de Paixão é bastante apelativa. Remete-nos a uma Inglaterra em guerra com a Escócia, antes da unificação. As guerras entre clãs eram conhecidas. Mas quando esses clãs eram ingleses e escoceses então a guerra era ainda mais feroz. Era a identidade de um povo que se apresentava na querela.
Reyna é-nos apresentada enquanto tenta levar a cabo o plano de se sacrificar pelo bem do seu povo. Por esse povo faz-se passar por cortesã na tentativa de seduzir e matar o inimigo. Mas encontra no seu caminho Ian. Habituado às mulheres, depressa percebe que Reyna não é o que aparenta ser. E com ela consegue o seu intento e conquistar o castelo.
A partir daqui vê-se envolvido numa teia de segredos, conspirações, lutas armadas e lutas amorosas. Terá de pensar bem em quem pode confiar e terá de avaliar se Reyna merece a confiança que lhe deposita. Reyna… a mulher bela e erudita que esconde um segredo que prefere levar para a cova a desvendá-lo.
Aos poucos, enquanto nos vamos habituando à calidez da prosa e dos acontecimentos, começamos a inquirir-nos que segredos são estes. E tentamos desvendá-los antes de Ian.
Gostei particularmente da personagem de Reyna. Alguém fiel aos seus pensamentos, incapaz de trair quem amou, e de lutar por quem ama. Parece uma personagem bastante linear no início mas aos poucos descobrimos que não o é. Aos poucos revela as suas complexidades.
Um bom livro para as meninas, são raros os homens que gostam deste tipo de livros. Bom para levar ao parque nestas belas tardes de primavera ou para a praia quando começar o verão. É uma leitura leve e rápida e que recomendo a quem queira passar umas horinhas sem pensar no trabalho ou nos problemas.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Jogos de Sedução - Opinião

Jogos de Sedução, Madeline Hunter
Edições Asa

Roselyn Longworth está prestes a ser leiloada numa festa para a qual foi arrastada. Perante o horror de poucos e a alegria de muitos é Kyle Bradwell que vence o leilão.
Kyle trata Roselyn com uma delicadeza a que ela não está habituada. Quando descobre o que o motivou a salvá-la do seu terrível passado, é já demasiado tarde: Roselyn está perdidamente apaixonada pelo homem que sabe os seus mais íntimos segredos.

A história é típica. Timothy, irmão de Rose, leva a família à ruina após um esquema que rouba a muitos homens importantes consideráveis quantias de dinheiro. Vendo-se na pobreza Rose decide entregar-se a Norbury, um homem rico e de poucos escrúpulos, que arrasta o seu nome na lama quando a tenta leiloar numa das suas indecentes festas.
O que Rose não sabe é que o seu cavaleiro andante Kyle é um dos principais credores de Tim. De origem humilde, Kyle subiu na sociedade graças à protecção do pai do seu inimigo.
Contrariando todas as vozes da sociedade pede Rose em casamento. Pedindo-lhe apenas que esqueça o irmão, fugido em Itália. A protecção que Kyle dá a Rose é quase cega, motivada pela luxúria e, mais tarde, pelo amor.
A autora traz-nos um ambiente inglês fantástico e carregado da simbologia da época. As descrições dos salões e das roupas é perfeita e leva-nos a percorrer os mesmos corredores que as personagens.
Não nos podemos esquecer que são livros que se baseiam na sexualidade. E esta é vivida intensamente pelo casal Rose e Kyle, numa autodescoberta e numa luta frenética em que as máscaras caiem e os segredos são descobertos.
Para tal a visita dos noivos à terra natal de Kyle é umas das mais importantes passagens do livro. Lá descobrem-se segredos enterrados, novas esperanças e novos horizontes para percorrer.
Rose é uma personagem que ora nos encanta ora nos faz querer dar-lhe uma reprimenda. A sua inocência chega, por vezes, a roçar a estupidez. A fé que ainda deposita no irmão Tim é inacreditável.
O rol de personagens é fantástico. O maquiavélico Norbury, a sonhadora Alexia, a estranha Phaedra, o poderoso Lord Eastbrook. Todos adicionam o seu cunho à história tornando-a difícil de largar.
Há situações deliciosas como a de Henrietta, uma personagem pela qual não se nutre grande afeição no início e que se torna uma personagem deveras interessante. As reviravoltas são constantes ao longo da trama.
O final, no entanto, achei-o pobre. E não será certamente aquele que todos escolheríamos. Mas era um final possível entre muitos.
Uma autora a seguir, sem dúvida.