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segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mentiras & Diamantes - Novidade



Mentiras & Diamantes, de J. Rentes de Carvalho

Um romance actual e surpreendente de um nome maior da literatura portuguesa

«Uma escrita que pede meças aos grandes mestres da nossa língua.» António-Pedro Vasconcelos

Jorge Ferreira, «o conde», recebe na sua quinta algarvia uma jovem e bela inquilina inglesa, que pretende escrever um livro. O anfitrião é um homem educado, atraente e rico, mas em extremo reservado – não se lhe conhecem amigos, amantes ou relações familiares –, que partilha a grande casa senhorial com duas amas e uma governanta. O seu passado esconde um trauma que o acompanha até hoje e que ele pretende eliminar da memória. Pelo contrário, Sarah Langton, filha de um milionário italiano, é impulsiva e aventureira, «viciada em liberdade» – o que não consegue conciliar com a reclusão e a disciplina que a escrita exige. Tudo parece concorrer para que estas duas personagens se aproximem lentamente e que comecem a processar o que as atormenta (a Jorge, os episódios do passado; a Sarah, extrema dificuldade em escrever alguma coisa pertinente para o seu livro misterioso). Mas a súbita visita de «Biafra» – «vistoso fato de linho branco, cravo na botoeira, panamá na mão» –, que vem para tentar uma pequena chantagem, dá lugar a uma cascata de revelações, desenlaces, homicídios, suicídios e desaparecimentos entre a Nigéria, Marrocos, Algarve, Londres e Amsterdão, tendo como pano de fundo o tráfico de diamantes e um país corrupto e corrompido, entregue aos seus segredos de família.
Mentiras & Diamantes, o mais recente e inédito romance de J. Rentes de Carvalho, é um thriller habilmente construído e uma narrativa implacável, violenta e sexy. E um maravilhosamente obscuro objecto de suspense.


O Autor
J. Rentes de Carvalho nasceu em 1930, em Vila Nova de Gaia, onde viveu até 1945. Obrigado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova Iorque e Paris. Em 1956 passou a viver em Amesterdão, na Holanda, como assessor do adido comercial da Embaixada do Brasil. Licenciou-se (com uma tese sobre Raul Brandão) na Universidade de Amesterdão, onde foi docente de Literatura Portuguesa entre 1964 e 1988. Em 2012 foi galardoado com o Grande Prémio de Literatura Biográfica APE/Câmara Municipal de Castelo Branco 2010-2011 com o livro Tempo Contado. Os seus livros Com os Holandeses, Ernestina, A Amante Holandesa, Tempo Contado, La Coca, Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia, O Rebate, Mazagran e agora Mentiras & Diamantes estão actualmente disponíveis na Quetzal, que continuará a publicar o conjunto das suas obras.

Nas livrarias a 12 de Abril

terça-feira, 19 de março de 2013

Mao - A História Desconhecida



Mao – A História Desconhecida, de Jung Chang e Jon Halliday

«O grande atributo desta nova biografia é precisamente esse: despir Mao e o maoismo de qualquer generosidade ideológica, do mínimo idealismo, e radicá-lo antes nas tradições mais brutais da milenar tradição política chinesa.»
José Manuel Fernandes, Pública

Esta é a grande biografia de Mao Tsé-Tung, o livro que resultou de mais de uma década de pesquisa e de inúmeras entrevistas com muitos dos que privaram com Mao dentro da China, e com todos os que com ele tiveram contactos relevantes no estrangeiro.

Mao, a História Desconhecida, de Jung Chang – autora do romance Cisnes Selvagens – em colaboração com o marido, o historiador britânico Jon Halliday, considerado livro maldito e totalmente banido da China, é um documento fascinante quer para o leitor especializado, quer para o leitor comum.

Os Autores:
Jung Chang nasceu na China, na província de Sichuan, em 1952. Aos catorze anos pertenceu, durante um curto período, ao Exército Vermelho. Foi camponesa, depois operária, até se ter tornado estudante de inglês e, mais tarde, assistente na Universidade de Sichuan. A partir de 1978 passou a viver em Inglaterra. Jung Chang doutorou-se em Linguística pela Universidade de York em 1982. Foi a primeira pessoa da República Popular da China a fazer o doutoramento numa universidade britânica. Jon Halliday é membro do King’s College, Universidade de Londres.

Nas Livrarias a 5 de Abril

quinta-feira, 7 de março de 2013

Amuleto - Novidade



Amuleto, de Roberto Bolaño

«Com 2666, Roberto Bolaño redefiniu a forma do romance; com a narrativa delirante de Amuleto, reinventa aquilo em que a literatura se poderá transformar.» New Statesman

A voz arrebatadora de Auxilio Lacouture narra um crime atroz e longínquo, que só virá a ser desvelado nas últimas páginas deste romance – no qual, de resto, não escasseiam crimes, sejam eles os dos quotidiano, ou os da formação do gosto.
Uruguaia de meia-idade, alta e magra como Dom Quixote, Auxilio ficou escondida na casa de banho das mulheres, enquanto a polícia ocupava, de forma brutal, a Faculdade de Filosofia e Letras da Cidade do México, em 1968. Durante os dias que aí permaneceu, os lavabos converteram-se num túnel do tempo, que lhe permitiu rememorar os anos vividos no México e antever os que estavam por vir.
Neste exercício evoca a poeta Lilian Serpas, que foi para a cama com Che, e o seu desafortunado filho; os poetas espanhóis León Filipe e Pedro Garfias, a quem Auxilio serviu voluntariamente como empregada doméstica; a pintora catalã Remedios Varo e a sua legião de gatos; o rei dos homossexuais da colónia Guerrero e o seu reino de terror; Arturo Belano, uma das personagens centrais de Os Detectives Selvagens; e a derradeira imagem de um assassínio esquecido.

Nas livrarias a 8 de Março

quarta-feira, 6 de março de 2013

Pensar - Novidade



Pensar, de Vergílio Ferreira

«É quase jovialmente que Vergílio Ferreira reflecte sobre a vida, sobre a morte, sobre a arte, o conhecimento, a política, o romance, a humana condição, o próprio pensar o pensamento… São aforismos, são “pequenas moralidades”, dirigidas apelativamente a um narratário não especificado, por vezes coloquialmente… Em suma: são múltiplos os recursos de Vergílio Ferreira para explanação do seu Pensar. É evidente que Vergílio Ferreira se revela aqui com alguma intelectual arrogância – é o seu direito. (…) Magnífica arrogância.» Fernanda Botelho, Colóquio Letras

Publicado pela primeira vez em 1992, Pensar é um misto de diário e de caderno de apontamentos, onde Vergílio Ferreira treina o aforismo, pratica a observação social cáustica, reflete, questiona, problematiza e pensa.
A arte, a beleza, a morte, o tempo, a política, o amor: em Pensar Vergílio Ferreira interroga o quotidiano para encontrar aí aquilo que permanece, que resiste à voragem dos dias.
Um livro fundamental para se conhecer o pensamento de um dos grandes escritores portugueses do século XX.

O Autor
Vergílio Ferreira nasceu em Melo em 1916 e morreu em Lisboa em 1996. Um dos autores maiores do século XX, com uma vastíssima e poderosa obra, foi ficcionista, ensaísta e ainda professor. A sua prosa, inicialmente ligada ao neorrealismo, foi gradualmente ganhando contornos existencialistas. Vergílio Ferreira foi galardoado em 1992 com o Prémio Camões, o mais importante prémio literário que distingue um autor de língua portuguesa pelo conjunto da sua obra.

Nas livrarias a 8 de Março

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Novidades Quetzal



A Pedra Ainda Espera Dar Flor, de Raul Brandão
Organização de Vasco Rosa

«Recolhido de quase quarenta publicações de todo o tipo, calibre e geografia, emergia pela primeira vez um imenso corpo textual de nítida proximidade com os temas recorrentes de Raul Brandão, que algumas vezes, e a considerável distância temporal, serve de base a passagens das suas Memórias, outras comenta livros da época, outras ainda, como os verbetes do Guia de Portugal, desdobra a escrita impressionista de Os Pescadores e de As Ilhas Desconhecidas, ou enfatiza todo o seu envolvimento com o teatro e desde mais cedo (1892) do que é considerado (1895). Ficava também em evidência a atenção central concedida a Columbano Bordallo Pinheiro e a Guerra Junqueiro […], a sua compaixão por Almeida Garrett janota, impiedosamente troçado nas gazetas e nas tertúlias, o seu fascínio por Camilo Castelo Branco, e trazia-se a primeiro plano a «História do batel Vai com Deus e da sua campanha», folhetim da nossa vida piscatória publicado em 1901, claramente preanunciador de Os Pescadores, escrito duas décadas depois – e que não devia faltar, como anexo, a nenhuma edição desse livro digna do nome.» Do prefácio de Vasco Rosa

O Autor:
Raul Brandão nasceu na Foz do Douro, a 12 de Março de 1867, e morreu em Lisboa, a 5 de Dezembro de 1930. Militar de 1888 a 1911, foi ao jornalismo e à literatura que dedicou a sua vida, escrevendo livros, como Húmus, a sua obra-prima, ou peças de teatro, como O Gebo e a Sombra, que impressionaram várias gerações até aos nossos dias. Sem nunca ter escrito poesia, a sua escrita é predominantemente poética, e a condição o tema profundo da sua obra: simbolista-decadentista no início, impressionista no final, quando escreve Os Pescadores e As Ilhas Desconhecidas – Notas e Paisagens, considerado «um dos melhores livros de viagens de todos os tempos na literatura portuguesa». As suas Memórias, em três volumes, são também uma das grandes referências nacionais deste género literário.
Vasco Rosa é editor e investigador na área da literatura. Colaborou com várias revistas e jornais, como a K e o Independente. Foi o responsável pela edição da obra completa de destacados autores portugueses, nomeadamente da de Nuno Bragança. Vasco Rosa tem estudado em profundidade a totalidade da obra, incluindo a inédita, de Raul Brandão.

Nas livrarias a 22 de Fevereiro



Os Emigrantes, de W.G. Sebald

«Ao mesmo tempo despretensiosa e lírica, factual e misteriosa, condensada e difusa, a estranha precisão da sua prosa é enganadoramente simples, tão invulgar e perturbadora como as histórias que nos conta.» Boston Review

«Um dos mais misteriosamente sublimes escritores europeus contemporâneos.» James Wood

Enquanto narra e documenta a vida e as vicissitudes de quatro judeus expulsos das suas terras – e num tempo em que se cultiva o esquecimento –, W.G. Sebald reaviva a memória de um período da História recente europeia, cujos acontecimentos determinaram dramaticamente o destino individual. Mas, se por um lado Os Emigrantes é uma evocação do exílio e da perda, por outro é também a de um tempo reencontrado, nas viagens que esses homens empreenderam em busca de si próprios e de um lugar para viver, e o seu triunfo sobre a dor da separação e da morte. Deambulando entre a realidade e a fantasia, a investigação e a ficção, W. G. Sebald segue e relata o caminho destas figuras numa prosa atmosférica, evanescente, magnífica.

O Autor:
W.G. Sebald nasceu em 1944 em Wertach, na Alemanha, e viveu desde 1970 em Norwich, no Reino Unido, onde foi docente universitário de Literatura Alemã. Prosador e ensaísta, é autor de grandes marcos da literatura contemporânea como Os Anéis de Saturno, Austerlitz, Os Emigrantes ou História Natural da Destruição. Sebald foi galardoado com os prémios literários Mörike, Heinrich-Böll, Heinrich-Heine e Joseph Breitbach.
W.G. Sebald morreu em 2001.

Nas livrarias a 8 de Março