terça-feira, 27 de março de 2012

Oficina de Escrita com Patricia Reis



A livraria LeYa na Buchholz, em Lisboa, recebe, a partir de dia 10 de Abril, uma oficina de escrita orientada pela escritora Patrícia Reis. As quatro sessões desta oficina realizam-se às terças-feiras ao final do dia, das 18h30 às 21 horas.

Quatro sessões para escrever, para ler e falar. Ouvir os outros também é um workshop teórico, onde se podem incluir alguns exercícios práticos. Os formandos podem interagir trazendo textos, fazendo perguntas. O começo é sempre o mesmo: para quê escrever? Como e para quem? Como muda a linguagem conforme o entendimento de cada um.


PROGRAMA

Primeira sessão (10 de Abril):

> Porque é que escrevemos? Contos, blogues, diários, etc.

> Talento ou técnica?

> Ler para aprender a escrever.

> Autores de que gostamos?

> Conselhos para leitura com contextualização.


Segunda sessão:

> Crítica construtiva: o que é, como se faz.

> Leitura de um texto curto para comentários e exercício posterior.

> O que é a “voz” de um autor? As primeiras obras.

> O escritor profissional e o amador? Há diferenças?

> Leitura de textos dos alunos.


Terceira sessão:

> A importância da pesquisa, do diálogo, da caracterização das personagens e como tudo pode mudar com a utilização de linguagens distintas.

> Exercício explorando diferentes vias de diálogo.


Quarta sessão:

> O mercado editorial.

> O multimédia, o futuro nos e-books, a partilha nos blogues e outras redes sociais.

> Visita ao exterior.


O preço para as quatro sessões é de 80 euros e o pagamento é efectuado no acto de inscrição. Os participantes terão direito a um desconto mínimo de 10% na aquisição de livros de editoras LeYa na livraria LeYa na Buchholz, durante o curso. Para inscrições e mais informações podem contactar o email: leya.buchholz@leya.com.

Novidade Gailivro


O Anel Mágico, de António Mota
Ilustrações de Rute Reimão
Colecção Contos Tradicionais

Era uma vez um rapaz que vivia com a mãe num casebre muito velho. Lá dentro pouco ou nada havia para comer. Farto de tanta pobreza, cansado de adormecer com fome e acordar sem ter nada em que ferrar o dente, o rapaz despediu-se da mãe e pôs-se a correr mundo. Andou, andou, andou até que chegou a uma grande cidade e encontrou uma velhinha que subia uma rua carregando dois enormes baldes cheios de água com grande sofrimento.
O rapaz teve pena da velhinha e resolveu ajudá-la. E ela, reconhecida, ofereceu-lhe um cão, um gato e um anel mágico que o ajudaram a mudar de vida.



Novidades Quetzal


O Legado de Humboldt, de Saul Bellow

Durante muitos anos, o grande poeta Von Humboldt Fleisher e Charlie Citrine, um jovem inflamado pelo amor à literatura, foram os melhores amigos. No momento em que morreu, Humboldt era um falhado, tornara-se pobre e só; e Citrine, por seu turno, também não se encontrava numa fase muito auspiciosa da vida: deixara de progredir na carreira, debatia-se nas malhas de um divórcio litigioso, e vivia uma paixoneta por uma jovem mulher pouco recomendável, envolvida com um mafioso neurótico. De repente, é como se Humboldt agisse a partir do além para deixar a Charlie um legado inesperado – legado esse que poderá mudar o rumo da sua vida.



A Visita do Brutamontes, de Jennifer Egan

Um dos livros mais premiados e mais citados nas listas dos melhores do ano em 2010 e 2011

Bennie Salazar, antigo punk rocker, está a envelhecer e é agora um executivo discográfico; Sasha é a sua assistente, uma jovem mulher impetuosa e cleptomaníaca.
Bennie e Sasha nunca chegarão a descobrir o passado um do outro, mas o leitor vai conhecê-lo até ao mais íntimo detalhe, bem como a vida secreta de um variadíssimo leque de personagens, cujos caminhos se cruzam com os deles ao longo de muitos anos e muitos lugares: Nova Iorque, São Francisco, Nápoles e África.
A Visita do Brutamontes é a saga de uma geração: reflecte sobre a acção do tempo, a capacidade de sobreviver e as mudanças e transformações quando inexoravelmente postas em movimento ainda que pelas mais efémeras conjunturas do nosso destino.
Numa arrebatadora plêiade de estilos e registos – da tragédia à sátira, passando pelo power point –, Egan captura a corrente que nos atrai para a autodestruição, a que sucumbimos se não a soubermos dominar; a sede de redenção de cada homem e mulher; e a tendência universal para alcançar ambas através da acção «condutora» da arte, resistindo à impiedosa passagem do tempo. Um livro astuto, surpreendente e hilariante.


Nas livrarias a 13 de Abril

Novas publicações na Bis


A Leya anuncia a publicação de três novos volumes da BIS, a colecção de livros de pequeno formato que integra os grandes títulos clássicos e contemporâneos da literatura nacional e mundial, livros de leitura recomendada e best-sellers de autores portugueses e estrangeiros, disponíveis em edições acessíveis a todas as bolsas.

Da nova série de títulos da colecção BIS fazem parte Máscaras de Salazar, de Fernando Dacosta, Quando Lisboa Tremeu, de Domingos Amaral, e Siddartha, de Hermen Hesse.

Estes três novos livros da colecção encontram-se amplamente distribuídos em livrarias, supermercados e aeroportos de todo o país, disponíveis ao preço de 9,95 euros (Máscaras de Salazar e Quando Lisboa Tremeu), e 5,95 euros (Siddhartha).




Máscaras de Salazar, de Fernando Dacosta

Máscaras de Salazar é a recriação de uma crónica pessoal a partir de testemunhos, de diálogos, de declarações, de conferências, de segredos que Fernando Dacosta teve com vários protagonistas (e opositores) do Estado Novo, inclusive Salazar. Para julgar é preciso compreender. Daí o contributo deste livro, memórias de gerações de pessoas convictas de um desígnio que foi morrendo com elas. É urgente reter a palavra, o testemunho com que influenciaram para sempre o nosso presente e futuro.




Quando Lisboa Tremeu, de Domingos Amaral

Lisboa, 1 de Novembro de 1755. A manhã nasce calma na cidade, mas na prisão da Inquisição, no Rossio, irmã Margarida, uma jovem freira condenada a morrer na fogueira, tenta enforcar-se na sua cela. Na sua casa em Santa Catarina, Hugh Gold, um capitão inglês, observa o rio e sonha com os seus tempos de marinheiro. Na Igreja de São Vicente de Fora, antes de a missa começar, um rapaz zanga-se com a mãe porque quer voltar a casa para ir buscar a sua irmã gémea. Em Belém, um ajudante de escrivão assiste à missa, na presença do Rei D. José. E, no Limoeiro, o pirata Santamaria envolve-se numa luta feroz com um gangue de desertores espanhóis.
De repente, às 9h30, a cidade começa a tremer. Com uma violência nunca vista, a terra esventra-se, as casas caem, os tectos das igrejas abatem, e o caos gera-se, matando milhares. Nas horas seguintes, uma onda gigante submerge o Terreiro do Paço e durante vários dias incêndios colossais vão aterrorizar a capital do reino.


Siddhartha, de Hermann Hesse


Siddhartha, filho de um brâmane, nasceu na Índia no século VI a.C. Passa a infância e a juventude isolado das misérias do mundo, gozando uma existência calma e contemplativa. A certa altura, porém, abdica da vida luxuosa, protegida, e parte em peregrinação pelo país, onde a pobreza e o sofrimento eram regra. Na sua longa viagem existencial, Siddhartha experimenta de tudo, usufruindo tanto das maravilhas do sexo, quando do jejum absoluto. Entre os intensos prazeres e as privações extremas, termina por descobrir “o caminho do meio”, libertando-se dos apelos dos sentidos e encontrando a paz interior. Em páginas de rara beleza, Siddhartha descreve sensações e impressões como raramente se consegue. Lê-lo é deixar-se fluir como o rio onde Siddhartha aprende que o importante é saber escutar com perfeição.