terça-feira, 1 de maio de 2012

Catarina de Habsburgo, Rainha de Portugal


Catarina de Habsburgo, de Yolanda Schenber

Tragédia e amor, humilhação e riqueza, clausura e o esplendor da corte de Portugal: a história da admirável mulher de D. João III. Um magnífico testemunho, profundo e dilacerante de Catarina de Habsburgo, Rainha de Portugal.

Torquemada, 1507. Joana I de Castela dá à luz a sua sexta e última filha enquanto acompanha o caixão do seu amado esposo até Granada. Catarina está destinada a fazer flamejar a divisa dos Habsburgo em Portugal, casada com o primo D. João III de Portugal, mas ninguém poderia pressentir a trágica vida que o destino lhe tinha reservado.
Todo o seu existir foi agitado pelas contradições. Conheceu a pobreza mais extrema e a mais assombrosa riqueza, comendo em pratos de madeira e vendo a marquesa de Denia e as filhas usarem as suas roupas; o feliz amor de um esposo apaixonado e o calvário das mortes dos seus nove filhos, mas nunca nada, nem ninguém, conseguiu vergar a sua fé inquebrantável, que a ajudou a superar as dores mais extremas com profunda e serena valentia.
Yolanda Scheuber, com o agradável estilo que a caracteriza, traça aqui um magnífico relato, profundo e dilacerante, da mais nova das filhas da rainha, Joana I de Castela

Cartas da Toscana


Cartas Da Toscana, de Domenica De Rosa

Um romance inesquecível que prova que a vida não é um conto de fadas mas pode ser bem melhor… e que as localidades pequenas podem encerrar mistérios entre os seus habitantes.

Emily tem uma vida de sonho: uma casa maravilhosa nas colinas da Toscana, três filhos lindos (Siena, Paris e Charlie), um marido gentil, e um emprego que consiste em descrever tudo isto na coluna de um jornal inglês.
Mas quando o marido a deixa por SMS, ela tem subitamente de enfrentar uma nova e dura realidade: está isolada numa região rural cuja língua não domina, sem dinheiro e entregue a uma empregada doméstica psicótica. E como se isto não bastasse, Siena, a filha mais velha, está perdida de amores pelo galã da zona; Paris, a filha do meio, está perigosamente magra; e Charlie, o seu bebé fofinho, está a transformar-se num fedelho irritante.
Mas o seu trajecto rumo ao desespero tem também o efeito de a aproximar da aldeia de Monte Albano, um lugar mais intenso e mágico do que alguma vez imaginou. Depois de anos a descrever uma Toscana idílica nas suas Cartas, Emily descobre finalmente a vida genuína e complexa da região… e um homem intrigante que tem para lhe oferecer a maior aventura da sua vida.

Cristina Rivera Garza pela Bertrand


Ninguém me há-de ver chorar, de Cristina Rivera Garza

«Estamos perante uma das obras de ficção mais notáveis da literatura, não apenas mexicana, mas em língua castelhana deste virar de século.» Carlos Fuentes

Partindo de factos reais, Cristina Rivera Garza constrói uma novela inspiradora, numa viagem aos limites do desejo e da loucura.
Estamos no ano de 1920 e Joaquín Buitrago, cuja atormentada vida o levou a tornar-se fotógrafo de pacientes do manicómio mexicano La Castañeda, encontra entre as mulheres que retrata Matilda Burgos. Obcecado com a identidade desta doente, uma vez que está convencido de que a conheceu anos antes no célebre bordel La Modernidad, trata de reunir informações sobre ela. Tal como Joaquín vai descobrindo a pouco e pouco, Matilda, que nasceu nos campos onde se cultivava a perfumada baunilha, chegou de pequena à capital para cair nas mãos de um familiar que a usou para pôr em prática uma singular teoria médico-social. A maré de recordações, a partir da qual vai surgindo a turbulenta existência de Matilda, provoca também no fotógrafo uma reflexão acerca da sua própria vida e da sua dependência dos narcóticos.

«Joaquín já não se pergunta o que procura em Matilda Burgos. Agora a única coisa que lhe interessa saber com certeza é o que encontrou nela. As suas escassas horas de sono são leves, gastas rapidamente, como se temesse estar a perder o tempo. Há presteza nos movimentos do seu corpo, reflexos. Mal acorda, Joaquín estica o braço para baixo do seu catre para pegar no caderno de grossas capas negras onde noite após noite transcreve algumas sombras da vida de Matilda. A sua afeção mental. A sua condição. São apontamentos escritos a toda a velocidade. Gatafunhos sem pontuação, frases entrecortadas e fragmentos organizados sem método algum que só ele será capaz de entender depois. Taquigrafia sentimental. As notas devolvem-lhe a vida de manhã, certo sobressalto que julgava totalmente perdido. Em 1908, quando Joaquín fotografou Matilda pela primeira vez, nunca imaginou que algum dia a voltaria a ver; nunca imaginou que a vida de Matilda chegaria a ser a chave da sua própria vida. (…) «O que nos aconteceu, Matilda?» O manicómio está saturado de gritos e nenhum deles é a resposta desejada.» (página 101)

Francisco Salgueiro e o Anjo Que Queria Pecar


O Anjo Que Queria Pecar, de Francisco Salgueiro

O Mistério da Boca do Inferno, um encontro entre Fernando Pessoa e Aleister Crowley.

A maldição da boca do inferno, o segredo de um lugar místico escondido durante décadas pelo homem mais perverso do mundo, é finalmente revelada no livro mais enigmático do ano.

O «Mistério da Boca do Inferno» assombrou gerações durante décadas. O inexplicável desaparecimento do célebre mestre do oculto e da magia negra Aleister Crowley, com a conivência do escritor Fernando Pessoa, colocou Portugal e a Europa em sobressalto nos anos 30.
Mas, factos só agora revelados demonstram que a conspiração se prolongou muito para lá do seu tempo, chegando aos dias de hoje e envolvendo uma perversa teia de sexo e manipulação orquestrada por uma criatura demoníaca, da qual foi vítima O Anjo que Queria Pecar.
Os títulos de cada capítulo do livro são frases escritas por Fernando Pessoa ou por seus heterónimos.


  
Booktrailer