segunda-feira, 23 de julho de 2012

Novidades Quetzal em Agosto



Gosto Disto Aqui, de Kingsley Amis

«Ferozmente divertido.» - Sunday Express

Garnet Bowen, antigo jornalista e autor de um único livro, vive agora de alguns trabalhos avulsos e sustenta com dificuldade os seus três filhos. A mulher e a sogra convencem-no a aceitar um trabalho que implica passar uma temporada num país do Sul da Europa, investigando a verdadeira identidade de um escritor misterioso.
Bowen odeia sair de Londres e sempre desprezou a ideia de viajar pelo continente, mas não vai conseguir evitar a ida. E aí vai ele para um país em que o álcool é barato; o sol, opressivo; a comida estranha; e as raparigas, ilegíveis, nos sinais que dão de receptividade e repúdio – esse país é Portugal.
Neste fabuloso entretenimento que é Gosto Disto Aqui – o mais autobiográfico dos romances de Kingsley Amis -, o nosso perplexo herói vai passar por consecutivos apuros e desastres cómicos, que culminam numa situação amorosa com uma jovem mulher e um hostil representante da fauna de insectos locais.

O Autor:
Kingsley Amis (Londres, 1922-1995) foi romancista, poeta, crítico e professor. Militou no Partido Comunista e dirigiu várias publicações. Participou na Segunda Guerra Mundial. Pai de Martin Amis, é um dos grandes escritores ingleses do pós-guerra, surgidos do seio dos Angry Young Men – Jovens Revoltados. Foi galardoado com o Booker Prize em 1986.
Esquerdista enquanto jovem, Kingsley Amis foi-se aproximando gradualmente de um conservadorismo crítico dos costumes contemporâneos. Em 1990, foi investido Cavaleiro.
Após a publicação de A Sorte de Jim, a Quetzal dá continuidade a uma série dedicada às obras de Kingsley Amis com Gosto Disto Aqui.



A Porta do Sol, de Elias Khoury

«Um apelo universal para que vejamos a história dos nossos adversários como um espelho da nossa própria história.» - The Guardian

Há histórias que salvam vidas. Usando o método de Xerazade, o narrador de A Porta do Sol tece um longo e contínuo fio de histórias com que pretende resgatar a vida de um homem. Esse homem, em coma profundo na cama do hospital, é o seu pai espiritual e um herói da resistência palestiniana.
No furor de o reanimar através da memória, é todo um povo e a sua epopeia que o narrador faz reviver diante dos olhos do leitor: os acontecimentos da guerra civil no Líbano, os episódios mais marcantes da sua vida e os dolorosos itinerários de um punhado de homens e mulheres apanhados pela história, após a sua expulsão da Galileia em 1948.
Inspirado na estrutura narrativa de As Mil e Uma Noites, A Porta do Sol é um romance amplo, pungente, e considerado de forma unânime o grande relato do êxodo palestiniano.

O Autor:
Elias Khoury nasceu em Beirute, em 1948. É romancista, dramaturgo, crítico e um dos mais influentes intelectuais do mundo árabe. Dirige actualmente o suplemento cultural do jornal diário Na-Nahar e é professor universitário, repartindo o seu tempo entre Nova Iorque, onde dá aulas na Universidade de Columbia, e a sua cidade de origem, onde dá aulas na Universidade Americana. Os seus dez romances estão traduzidos em diversas línguas.
A Porta do Sol, estreia literária de Khoury em Portugal, recebeu a mais alta distinção literária palestiniana – e o seu autor foi galardoado com o Prémio Unesco 2012 para a Cultura Árabe.



Nas livrarias a 3 de Agosto

Os Portões, John Connolly


Os Portões, de John Connolly

Do autor de O Livro das Coisas Perdidas abrem-se para nós agora Os Portões “do Inferno”…

O jovem Samuel Johnson e o seu cão, Boswell, estão a tentar mostrar iniciativa quando começam a pedir «doçura ou travessura» três dias antes do Halloween, e é assim que são testemunhas de coisas esquisitas que acontecem no n.º 666 da Crowley Avenue. Os Abernathys andam a fazer olhinhos ao submundo, tudo sem más intenções, mas, quando sem querer evocam o próprio Satanás, criam um abismo no Universo através do qual se conseguem ver dois enormes portões. São os portões do Inferno. E há umas criaturas bastante medonhas que estão mortinhas por sair…
Agora, o destino da humanidade está nas mãos de um miúdo pequeno, um cão mais pequeno ainda e um demónio muito azarado chamado Nurd…

John Connolly, best-seller do New York Times, escreveu um romance «completamente original» (People) e «refrescante» (San Francisco Chronicle) acerca da tensão entre o bem e o mal, a física e a fantasia. É impossível não amar este excêntrico rapaz e as personagens que lhe dão força para fazer frente a um poder demoníaco.

O Autor:
John Connolly nasceu em Dublin em 1968. O seu livro de estreia, Every Dead Thing, lança-o imediatamente para a primeira linha dos autores de thrillers e, a partir de então, todos os seus romances se tornam best-sellers do Sunday Times. Foi o primeiro autor não americano a ganhar o prémio Shamus.

Novidades Casa das Letras em Agosto



1493 - A Descoberta do Novo Mundo que Colombo Criou, de Charles C. Mann

Quando Cristóvão Colombo descobriu a América, abrindo aos impérios espanhol e português a conquista do novo mundo, seguidos por outros colonizadores europeus, começava uma nova era não só na história da humanidade, mas na própria vida do planeta. A globalização não foi só económica e política, mas também biológica. O desencadear de uma troca mundial de plantas, animais, insectos, produtos e doenças criou novos hábitos alimentares e culturais, destruiu culturas agrícolas e criou outras novas em sítios onde nunca haviam sido vistas, e revolucionou todo o planeta. Para dar conta dessa transformação profunda, ainda não revelada nos livros de História, o jornalista americano Charles C. Mann reúne o trabalho pioneiro de biólogos, antropólogos, arqueólogos e historiadores que nos trouxeram à luz do dia o passado esquecido dos nossos continentes.

Nas livrarias a 31 de Agosto


Terroristas Apaixonados, de Ken Ballen

Imagine um mundo onde os sonhos de um rapaz ditam o comportamento de guerreiros e militares em batalha, onde a morte é a única liberdade possível para o amor proibido de um jovem casal, onde o extremismo religioso, o ódio cego e a corrupção endémica se combinam para formar uma ideologia letal que pode manietar para sempre a vida de um ser humano.
Com a ajuda das autoridades da Arábia Saudita e de vários jornalistas bem posicionados, Ballen entrevistou, durante cinco anos, mais de 100 antigos jihadistas. Esta pesquisa serviu de base a este livro, no qual o autor se concentrou no perfil de seis terroristas com vidas complexas e completamente diferentes, que expressaram os seus sonhos, as suas frustrações pessoais e o porquê da lealdade para com os líderes religiosos.
A consciência de que estas seis vidas não se enquadram no conceito ocidental estereotipado de terrorismo, impeliram-no a narrá-las e a revelá-las ao mundo.

Nas livrarias a 31 de Agosto

Novidade Oficina do Livro para Agosto


O Rei do Monte Brasil, de Ana Cristina Silva

Nos finais do século XIX, o oficial de cavalaria Joaquim Mouzinho de Albuquerque interna-se, ao serviço do rei D. Carlos, no coração de África com o objectivo de subjugar as tribos à administração colonial portuguesa; para isso, porém, queima aldeias inteiras, mata os insubmissos e, desobedecendo a ordens superiores, captura com espectacularidade o detentor de um império vastíssimo, Gungunhana, que traz para Portugal como troféu e acaba exilado nos Açores até ao fim dos seus dias.
Com uma alternância de vozes narrativas que nos oferecem duas versões muito distintas do mesmo conflito, O Rei do Monte Brasil explora as memórias dos seus protagonistas às vésperas da morte, ilustrando-nos sobre a sua infância, as suas paixões marcantes, as atrocidades para as quais encontram sempre justificação e, de certa forma, a reflexão sombria sobre a decadência e a glória perdida.

Nas livrarias a 31 de Agosto

Oficina do Livro