quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Novidades Asa


O Grande Amor da Minha Vida, de Paullina Simons

Tatiana vive com a família em Leninegrado. A Rússia foi flagelada pela revolução, mas a cidade mais cosmopolita do país guarda ainda memórias do glamour do passado. Bela e vibrante, Tatiana não deixa que o dramatismo que a rodeia a impeça de sonhar com um futuro melhor. Mas este será o pior e o melhor dia da sua vida.
O dia assombroso em que conhece aquele que será o seu grande e único amor. Ameaçados pela implacável máquina de guerra nazi e pelo desumano regime soviético, Tatiana e Alexander são arremessados para o vórtice da História, naquele que será o ponto de viragem do século XX e que moldará o mundo moderno.

Nas livrarias a 8 de Outubro


Guinness 2013, de Guinness World Records
Ao longo dos últimos 12 meses, os gestores de recordes do GWR processaram cerca de 50 000 pedidos. Desses, menos de 5000 conseguiram ultrapassar o rigoroso processo de ratificação – abrangendo desde o mais alto cão de sempre (com 1118 m) e o preço mais elevado pago por uma obra de arte num leilão (119,9 milhões de dólares); ao maior número de conquistas do Monte Everest (21).
Neste livro poderá encontrar detalhes completos sobre todos estes e muitos mais recordes nas ilustradas páginas do GWR 2013!
Nas livrarias a 8 de Outubro



A Teia de Aranha, de Agatha Christie

Clarissa, mulher de um diplomata, gosta de sonhar acordada. “Imagina que um dia eu encontrava um cadáver na biblioteca, qual seria a minha reação?”, diz num devaneio. O que ela não podia prever é que vai ter oportunidade de descobrir precisamente isso quando tropeça num corpo… na sua própria sala!
Desesperada, convence os seus amigos a ajudá-la a livrar-se do morto, sabendo que, entre eles, está o assassino. E se um inspetor da polícia chegasse de repente…?
Escrito originalmente por Agatha Christie em 1954 como uma peça de teatro, A Teia de Aranha (Sipder’s Web) foi adaptada para romance por Charles Osborne em 2000.
Nas livrarias a 8 de Outubro

A Noiva Despida, de Nikki Gemmel
Uma mulher desaparece.  Ela era a esposa perfeita, a mãe exemplar, uma mulher irrepreensível.  O que dizer então do explosivo diário que deixa para trás?  Nas suas páginas, ela revela pormenores surpreendentes da sua jornada de descoberta e libertação sexual.
A Noiva Despida é uma aventura nos meandros do sexo e do amor. Uma partilha de confidências que apenas as melhores amigas ousam fazer. No final, é impossível evitar a pergunta: até que ponto conhecemos verdadeiramente outra pessoa?
Nas livrarias a 15 de Outubro




O Sedutor, de Madeline Hunter

Diane Albret é órfã e passou a maior parte da sua vida num colégio interno. Sem mais família, está habituada a receber apenas uma visita: Daniel St. John, o seu irresistível tutor. Ao longo do tempo, ele visitou-a sempre uma vez por ano. Mas o seu mais recente encontro reserva-lhe uma surpresa: Daniel esperava encontrar uma menina e Diane é já uma bela e carismática mulher. Ele aceita retirá-la da clausura do colégio e levá-la consigo para Londres. Porém, ambos têm planos que preferem manter em segredo.
Mas a crescente proximidade entre ambos ameaça dificultar-lhes os planos e, pouco a pouco, eles apercebem-se de que têm mais em comum do que julgavam. Poderá um novo amor triunfar sobre ódios antigos?

Nas livrarias a 22 de Outubro


Escravas de Zana Muhsen e Miriam Ali
Filhas de pai iemenita e mãe britânica, Zana e Nadia nasceram em Inglaterra, onde viveram até ao dia em que o pai lhes propôs uma visita ao Iémen. As irmãs acreditaram estar perante umas férias de sonho: iam conhecer a família paterna e o país sobre o qual ouviam histórias desde meninas.
Zana e a mãe, Miriam, fizeram então uma promessa: trazer Nadia e os filhos de ambas para Inglaterra. Acreditavam que os homens da sua família e os governos dos dois países tomariam uma atitude. Estavam enganadas. Para ambas, começava mais um longo calvário. Perante a indiferença da comunidade internacional, Nadia continua cativa no Iémen. Zana e Miriam não desistem da sua luta. Escravas é um pedido de ajuda. Um grito de revolta. Um documento fundamental sobre uma das práticas mais aberrantes do mundo contemporâneo.
Nas livrarias a 29  de Outubro

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

As Cinquenta Sombras de Grey - Opinião


As Cinquenta Sombras de Grey, de E. L. James

“De um dia para o outro, As Cinquenta Sombras de Grey tornou-se sensação entre o círculo das mães jovens e atraentes e chegou ao top dos bestsellers do New York Times. Este romance erótico pôs as gravatas cinzentas no primeiro lugar da lista de compras de muitas esposas, na esperança de que os respectivos maridos viessem a imitar a personalidade obsessiva, imperiosa e intimidante de Grey, com muitas a admitirem que o livro lhes despertou um desejo intenso por sexo com os companheiros.”
The Daily Mail


Anastasia Steele é uma estudante de literatura jovem e inexperiente. Christian Grey é o temido e carismático presidente de uma poderosa corporação internacional. O destino levará Anastasia a entrevistá-lo. No ambiente sofisticado e luxuoso de um arranha-céus, ela descobre-se estranhamente atraída por aquele homem enigmático, cuja beleza corta a respiração. Voltarão a encontrar-se dias mais tarde, por acaso ou talvez não. O implacável homem de negócios revela-se incapaz de resistir ao discreto charme da estudante. Ele quer desesperadamente possuí-la. Mas apenas se ela aceitar os bizarros termos que ele propõe... Anastasia hesita. Todo aquele poder a assusta - os aviões privados, os carros topo de gama, os guarda-costas... Mas teme ainda mais as peculiares inclinações de Grey, as suas exigências, a obsessão pelo controlo… E uma voracidade sexual que parece não conhecer quaisquer limites. Dividida entre os negros segredos que ele esconde e o seu próprio e irreprimível desejo, Anastasia vacila. Estará pronta para ceder? Para entrar finalmente no Quarto Vermelho da Dor? As Cinquenta Sombras de Grey é o primeiro volume da trilogia de E. L. James que é já o maior fenómeno literário do ano em todos os países onde foi publicado.

Quando ouvi falar deste livro já estava na moda. Já toda a gente falava nele. Mas, não sei bem porquê ou como, ele tinha-me passado completamente ao lado.
Contudo, tanto alarido à volta do livro fez-me procurar informação. Encontrei inúmeras críticas positivas e inúmeras negativas. Apenas serviram para aguçar a minha curiosidade.
Confesso, sou curiosa! A curiosidade é, talvez, um dos meus piores defeitos. E, em certos casos, sou incapaz de lhe resistir. Este livro foi um caso desses…
Depois de ler tanto sobre As Cinquenta Sombras de Grey achei melhor tirar as minhas próprias conclusões. Convenhamos, o livro é um best seller graças à máquina da propaganda. Falem bem ou mal, mas falem!
Os primeiros capítulos conquistaram-me. Acho que é fácil afeiçoar-nos a Anastasia, à sua ligeireza, timidez e descoordenação motora. E Christian Grey também encanta na sua posição de líder e dono do poder, e pelo mistério que o envolve. Mas aos poucos fui-me perdendo na história. O que inicialmente me atraiu para uma leitura desenfreada começou, aos poucos, a perder-se no meio de tanto sexo.
O sexo não choca. Não a quem esteja habituado a livros de Nora Roberts ou Madeline Hunter. É bastante descritivo e tirando a linguagem é, até, apelativo. Podemos excetuar as descrições mais sado. Interessantes, para quem goste…
No entanto a cerca de 30 páginas do fim a autora soube-me “agarrar” novamente. Como? Pela curiosidade. Deixou-me pendurada à espera do segundo livro. Não pela belíssima história ou pela qualidade do livro mas simplesmente pela maldita curiosidade de quem detesta fins em aberto ou histórias não finalizadas.
No fundo, ok.. bem lá no fundo, se filtrarmos o livro e tirarmos o sexo em excesso e a linguagem grosseira e ordinária, conseguimos ficar com o leve despertar de uma história que, noutra situação e muito bem trabalhada, poderia trazer algo bom, algo novo, algo interessante.
Não é uma obra prima, e penso que não o pretende ser. Mas entretém. E se sofrerem desse bicho que é a curiosidade vão querer tirar a vossa própria opinião. Eu cá ficarei à espera da continuação para, simplesmente, ver no que “isto” vai dar.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Magia ao Vento - Opinião


Magia ao Vento, de Christine Feehan

«Christine Feehan é a rainha da história do amor sobrenatural.»
New York Times

A Sarah voltou para casa. Desde que Damon Wilder procurou refúgio em Sea Haven ouve-se o mesmo boato passar de boca em boca de quase todos os habitantes da pacata vila costeira. Até o vento parece murmurar o nome dela - um devaneio tão sugestivo que leva o curioso Damon até à casa da falésia de Sarah, onde procura o seu abrigo.
Mas Damon não chegou sozinho. Foi seguido por alguém até Sea Haven. Alguém que rodeia as sombras da casa Drake, onde Sarah esconde os seus próprios segredos. O perigo ameaça os dois - tal como o desejo mais premente que alguma vez sentiram - e está a apenas um sussurro de distância.

Este livro surge nas minhas mãos graças à partilha do Bookcrossing. Na altura inscrevi-me no ring (partilha) por achar graça ao nome. Quem me conhece sabe que não resisto a um titulo destes…
As expectativas não eram muitas. Um pequeno livro que me parecia mais um destes romances da moda. Afinal enganei-me. E ainda bem!
Magia ao Vento leva-nos até Sea Heaven, uma pequena aldeia onde Damon Wilder quer passar despercebido. Damon traz preso a si um passado não muito longínquo que lhe enegreceu o coração.
Mas certa manhã a aldeia acorda com o sussurro de que Sarah voltou para casa. A casa da falésia, que sempre encantara Damon, volta novamente à vida à medida que as irmãs Drake retornam a casa. Com elas trazem os elementos (fogo, terra, água e ar), sussurros do vento, magia e uma velha profecia que pode envolver Damon.
E Damon vê em Sarah algo que nunca vira e de que nunca se achara ser capaz: amor.
Entre sombras negras, ameaças de perigo e muita confiança Sarah e Damon terão de ser capazes de lutar pela vida e pelo que sentem.
Um livro leve e muito fácil de ler em poucas horas. Gostei bastante da personagem de Sarah e das irmãs. As suas histórias e os seus pequenos segredos. Aos poucos apaixonamo-nos por cada uma delas. E, em certas alturas, o livro consegue transportar-nos para Sea Heaven e juntar a nossa voz à das irmãs Drake.
Recomendo a quem goste, ou procure, uma leitura leve ou que goste do tema. Eu ficarei de olho na autora!

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

O Castelo dos Pirenéus - Opinião


O Castelo dos Pirenéus, de Jostein Gaarder

«Como explicamos as coisas para as quais não temos respostas? Esta é a questão central do novo romance de Jostein Gaarder. O autor descreve-nos as posições das personagens com grande intensidade e comove-nos profundamente com a situação em que se encontram.» - Times Literary Supplement

Depois de trinta anos sem se verem, Solrun e Steinn reencontram-se, inesperadamente, no mesmo hotel onde viveram um amor apaixonado. Mas esse mesmo hotel, que em tempos testemunhara a força do seu amor, esconde também o mistério que envolveu o seu fim. Regressados às suas vidas presentes, os dois iniciam uma intensa e secreta troca de emails que volta a incendiar a antiga paixão, fazendo-os questionar os seus casamentos. Um romance fascinante nos leva a reflectir sobre a natureza da fé, do acaso, do universo e de tudo o que nele existe.

O Castelo dos Pirenéus é o meu regresso ao meu escritor preferido. É como chegar a uma casa quente e acolhedora após um passeio ao frio. Entramos seguros e em pouco tempo afundamo-nos na escrita cativante do autor.
Desta vez Jostein Gaarder traz-nos a correspondência de dois ex-namorados que se tornam a encontrar trinta anos depois. Terá sido coincidência? É esta coincidência, a busca de uma consciência do mundo e a discussão da fé de cada um que origina a troca de emails que se sucede entre os dois.
Revivem a sua história, a sua busca interior e o acontecimento que trinta anos antes ditara a separação.
Steinn tornou-se um cientista, longe da fé. Solrun acimentou a sua busca pela fé, por um criador, por uma alma. Ambos viveram separados. Casaram e têm filhos. Mas o reencontro funciona como uma purga de velhos fantasmas.
Retomando um tema já focado em Maya – O Romance da Criação, Jostein Gaarder volta a usar o big bang e a evolução para nos fazer questionar a alma e a consciência humana.
Um livro que nos deixa a pensar. Que nos impede de desligar, mesmo depois de pousado. Uma viagem às nossas próprias crenças e à nossa alma.
Sabe bem voltar a casa!

"É assim tão importante? Ter razão? Ou ter o desejo e a capacidade de lançar as irritantes sementes da dúvida na fé de outrem?"