segunda-feira, 1 de abril de 2013

A Livreira Anarquista - Opinião



A Livreira Anarquista, de Livreira Anarquista
Bertrand

Através de comentários, diálogos e ilustrações das situações vividas quotidianamente, a Livreira Anarquista consegue, com humor e ironia, apresentar o que se passa do outro lado do balcão de uma livraria.
Criadora de um dos blogues nacionais com mais sucesso, lança agora pela Bertrand Editora o seu livro, com material inédito.        

Já há algum tempo que sigo o blog da Livreira Anarquista (http://livreiranarquista.tumblr.com/). Rapidamente se tornou um dos meus blogs preferidos e foram imensas as gargalhadas que dei à conta dos seus posts.
Quando soube que iam recolher algumas das suas histórias em livro achei que não podia perder esta oportunidade.
O livro A Livreira Anarquista é uma leitura leve, pequena e demasiado engraçada para o deixarmos escapar. Em pouco mais de meia hora temos o livro lido e a sensação que em vez de tempo perdido acabámos de o gastar em algo esplêndido capaz de nos levar às lágrimas.
É um livro bastante simples, em que cada página corresponde a uma das suas pequenas histórias vivenciadas enquanto empregada de uma livraria. E para alguém que gosta, aprecia, vive e respira livros estas histórias são hilariantes. O que dizer de alguém que numa livraria pergunta se fazem embrulhos e manda embrulhar qualquer coisa? Ou os inúmeros nomes dados ao livro O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá?
Quem acha que trabalhar numa livraria pode ser o trabalho perfeito engana-se. E a Livreira Anarquista demonstrará que é necessário uma boa dose de paciência e capacidade de “digerir” o absurdo quotidiano.
Não há muito a dizer de um livro destes. Apenas que recomento vivamente. É 5 estrelas e vale a pena ler. Porque não começam pelo blog? Certamente ficarão fãs.

Os Abutres do Vaticano - Novidade



Os Abutres do Vaticano, de Eric Frattini

A 19 de Abril de 2005, o cardeal Ratzinger foi eleito Papa. Mal sabia ele que, como os seus antecessores, iria encontrar um osso duro de roer: o IOR (Instituto para as Obras Religiosas) ou o Banco do Vaticano. Os Abutres do Vaticano revela uma história de mordomos traidores, filtragem de documentos e fugas de informação, comissões secretas de investigação, serviços de espionagem e contraespionagem do Vaticano, prelados que denunciam a corrupção e são imediatamente afastadas de São Pedro, lavagem de dinheiro, altos membros da máfia siciliana, um plano para assassinar o Papa, uma adolescente desaparecida e supostamente usada como escrava sexual, uma guerra entre jornalistas e directores da imprensa católica, um presidente do IOR com medo de ser morto. No Estado do Vaticano, a realidade é sempre mais estranha que a ficção.

O Autor
Eric Frattini nasceu em Lima, Peru, em 1963. Ensaísta, jornalista, professor universitário, guionista de televisão e escritor, foi correspondente e trabalhou com diversos órgãos de comunicação no Médio Oriente.
Foi professor na Faculdade de Ciências da Informação na Universidade Complutense de Madrid e professor de Jornalismo na Universidade Camilo José Cela de Madrid.
Perito da União Europeia no âmbito de Segurança e Inteligência, Terrorismo Islâmico e Crime Organizado, tem sido consultor de vários serviços de inteligência internacional e forças policiais em países como Espanha, Itália, Roménia, Ucrânia, Bulgária, Hungria, EUA e Chile. Participou também, entre 2009 e 2012, em programas de operações antiterrorismo no Iraque e no Afeganistão.

Nas livrarias a 12 de Abril

Mentiras & Diamantes - Novidade



Mentiras & Diamantes, de J. Rentes de Carvalho

Um romance actual e surpreendente de um nome maior da literatura portuguesa

«Uma escrita que pede meças aos grandes mestres da nossa língua.» António-Pedro Vasconcelos

Jorge Ferreira, «o conde», recebe na sua quinta algarvia uma jovem e bela inquilina inglesa, que pretende escrever um livro. O anfitrião é um homem educado, atraente e rico, mas em extremo reservado – não se lhe conhecem amigos, amantes ou relações familiares –, que partilha a grande casa senhorial com duas amas e uma governanta. O seu passado esconde um trauma que o acompanha até hoje e que ele pretende eliminar da memória. Pelo contrário, Sarah Langton, filha de um milionário italiano, é impulsiva e aventureira, «viciada em liberdade» – o que não consegue conciliar com a reclusão e a disciplina que a escrita exige. Tudo parece concorrer para que estas duas personagens se aproximem lentamente e que comecem a processar o que as atormenta (a Jorge, os episódios do passado; a Sarah, extrema dificuldade em escrever alguma coisa pertinente para o seu livro misterioso). Mas a súbita visita de «Biafra» – «vistoso fato de linho branco, cravo na botoeira, panamá na mão» –, que vem para tentar uma pequena chantagem, dá lugar a uma cascata de revelações, desenlaces, homicídios, suicídios e desaparecimentos entre a Nigéria, Marrocos, Algarve, Londres e Amsterdão, tendo como pano de fundo o tráfico de diamantes e um país corrupto e corrompido, entregue aos seus segredos de família.
Mentiras & Diamantes, o mais recente e inédito romance de J. Rentes de Carvalho, é um thriller habilmente construído e uma narrativa implacável, violenta e sexy. E um maravilhosamente obscuro objecto de suspense.


O Autor
J. Rentes de Carvalho nasceu em 1930, em Vila Nova de Gaia, onde viveu até 1945. Obrigado a abandonar o país por motivos políticos, viveu no Rio de Janeiro, em São Paulo, Nova Iorque e Paris. Em 1956 passou a viver em Amesterdão, na Holanda, como assessor do adido comercial da Embaixada do Brasil. Licenciou-se (com uma tese sobre Raul Brandão) na Universidade de Amesterdão, onde foi docente de Literatura Portuguesa entre 1964 e 1988. Em 2012 foi galardoado com o Grande Prémio de Literatura Biográfica APE/Câmara Municipal de Castelo Branco 2010-2011 com o livro Tempo Contado. Os seus livros Com os Holandeses, Ernestina, A Amante Holandesa, Tempo Contado, La Coca, Os Lindos Braços da Júlia da Farmácia, O Rebate, Mazagran e agora Mentiras & Diamantes estão actualmente disponíveis na Quetzal, que continuará a publicar o conjunto das suas obras.

Nas livrarias a 12 de Abril

Novidades Casa das Letras - Abril



Enquanto Lisboa Arde, o Rio de Janeiro Pega Fogo, de Hugo Gonçalves      

Quando a crise se instala em Portugal, arrastando uma onda de pessimismo sem fim à vista, um assessor político com ambições literárias e a cabeça a prémio decide fugir para o Brasil. Além do medo e do travo amargo do insucesso, leva com ele apenas uma mochila, o desejo de começar tudo do zero e uma encomenda secreta.
O Rio de Janeiro continua lindo – e os primeiros dias na cidade, com passeios de bicicleta pelo calçadão, mergulhos na praia e romances curtos e escaldantes, prometem, de facto, uma vida de sonho. Mas esse idílio é uma ilusão, porque o misterioso embrulho depressa o lança numa odisseia tropical de contornos perigosos, em busca do terceiro vértice de um triângulo amoroso. Determinado, porém, a cumprir a missão, o aspirante a escritor viajará por casas isoladas na serra, ilhas desertas e favelas e cruzar-se-á com um curioso universo de expatriados – terroristas bascos, sobreviventes do Holocausto e emigrantes portugueses, que procuram agora, como antigamente, uma nova vida no hemisfério sul.

Nas livrarias a 8 de Abril




Melo e Castro: o Provedor que Dizia Sim à Democracia, de Joana Reis

Este livro conta a história de vida de um homem que fez carreira no quadro político do Estado Novo, um apoiante de primeira linha de Marcello Caetano, arrojado, inquieto e destemido, empenhado numa evolução para a democracia, sem revolução, semelhante àquela que veio a cumprir-se em Espanha, com Adolfo Suárez.
Bem colocado para ser peça chave nesse processo de transição, pela proximidade que tinha com o Presidente do Conselho, Melo e Castro foi o mentor da «Ala Liberal» no Parlamento e o seu desaparecimento prematuro foi um dos factores determinantes para o bloqueio de qualquer abertura do regime.

Nas Livrarias a 8 de Abril






A Mulher do Legionário, de Carlos Vale Ferraz

Fernanda, filha de Eduardo Lobo, um advogado oposicionista suspeito de ter à sua guarda documentos secretos que incriminariam alguns dos membros mais importantes do regime de Salazar durante a Segunda Guerra Mundial, envolve-se com Augusto Torres, um jovem e ambicioso membro da Legião Portuguesa, que recebeu a missão de descobrir tais documentos.
Eduardo Lobo aparentemente suicida-se, o legionário casa com Fernanda e os comprometedores papéis não aparecem. Ficarão a pairar ao longo dos anos como uma ameaça sobre vários interesses e ambições. Fernanda revela-se uma mulher fora das leis da sua época e Augusto um homem capaz de tudo para ascender aos mais altos cargos do regime. Após o casamento, os indícios que foram chegando a Fernanda Torres fizeram com que não conseguisse pensar no marido sem ser como o assassino do seu pai. A partir daí, mais do que procurar a verdade, Fernanda quer fazer justiça para lá do tempo, causar-lhe todo o mal possível, vingar-se.

Nas livrarias a 29 de Abril