segunda-feira, 15 de abril de 2013
segunda-feira, 8 de abril de 2013
O Feitiço da Lua - Opinião
O
Feitiço da Lua, de Sarah Addison Allen
Por vezes é necessário acreditar no
impossível!
No
seu mais recente romance mágico, Sarah Addison Allen convida-nos a visitar uma
pitoresca cidade do sul dos Estados Unidos onde duas mulheres bem diferentes
descobrem como encontrar o seu lugar no mundo - por mais deslocadas que se
sintam.
Emily
Benedict vai para Mullaby, na Carolina do Norte, na esperança de pelo menos
resolver alguns dos mistérios que rodeiam a vida da mãe. Porém, assim que Emily
entra na casa onde a mãe cresceu e trava conhecimento com o avô, cuja
existência sempre desconhecera, descobre que os mistérios não se resolvem em
Mullaby, são um modo de vida: o papel de parede muda de padrão para se adequar
ao estado de espírito do ocupante do quarto, luzes inexplicáveis dançam pelo
quintal à meia-noite e uma vizinha, Julia Winterson, cozinha esperança sob a
forma de bolos, desejando não apenas satisfazer a gulodice da cidade mas também
reacender o amor que receia ter perdido para sempre. Mas porque desencorajam
todos a relação de Emily com o atraente e misterioso filho da família mais
importante de Mullaby? Ela veio para a cidade a fim de obter respostas, mas
tudo o que encontra são mais perguntas.
Um
bolo de colibri poderá trazer de volta um amor perdido? Haverá mesmo um
fantasma a dançar no quintal de Emily? As respostas não são o nunca o que
esperamos, mas nesta pequena cidade de adoráveis desadaptados, o inesperado faz
parte do dia-a-dia.
Já aqui disse que gosto muito dos
livros de Sarah Addison Allen. Gosto da forma doce dos seus romances. Doce e
mágica, sem precisar de entrar nas “erotices” que
andam na moda.
A autora consegue dar sempre um
toque mágico a relações nem sempre amorosas. Retrata relações de amizade, de
família, que nos deixam a pensar nas nossas próprias.
O
Feitiço da Lua não é excepção.
Apresenta-nos Emily, uma
adolescente assustada que chega a uma nova terra. Sozinha, após a morte da mãe,
é enviada para casa de um avô de que nunca tinha ouvido falar, numa cidade que
nunca conhecera. Encontra uma casa velha, um avô pouco falador mas diferente
dos demais: nada mais que um dos homens mais altos do mundo.
Mas se Emily chega com ideias de
preservar as boas memórias da mãe depressa descobre que a cidade não tem boas
memórias. Os habitantes contam histórias de uma pessoa muito diferente daquela
que Emily conheceu. E não demonstram estar dispostos a perdoar e a esquecer.
Emily encontra apoio em Julia, a
vizinha, que cozinha bolos à noite na esperança que alguém que procura lhes
sinta o cheiro e a encontre. Julia tem um passado que é desvendado aos poucos.
Um amor que a magoou e que a fez fugir do mundo. Mas teve de voltar. E com ela
trouxe o cheiro dos bolos e a possibilidade de um amor perdido.
Como irão Emily e Julia enfrentar
juntas o passado para viver o presente? Numa cidade que respeita a tradição e
torce o nariz a forasteiros. Um local onde luzes estranhas correm pelos bosques
à noite e pessoas conseguem ver o aroma dos bolos a chamá-las.
Uma história encantadora, capaz de
fazer sonhar, e onde eu, pessoalmente, encontrei muito de mim.
Sabe bem ler histórias assim!
quinta-feira, 4 de abril de 2013
A Praia das Pétalas de Rosa - Novidade
A
praia das pétalas de rosa, de Dorothy Koomson
Todas as histórias de amor sofrem
reviravoltas.
Depois de quinze anos de um grande
amor e um casamento perfeito, Scott, marido de Tamia, é acusado de algo
impensável. De repente, tudo aquilo em que Tamia acreditava - amizade, família,
amor e intimidade - parece não ter qualquer valor. Ela não sabe em quem
confiar, nem sonha o que o futuro lhe reserva. Então, uma estranha chega à
cidade, para lançar pétalas de rosa ao mar, em memória de alguém muito querido
e há muito perdido. Esta mulher transporta consigo verdades chocantes que
transformarão as vidas de todos, incluindo Tamia que será obrigada a fazer a
mais dolorosa das escolhas...
O que estaria disposta a fazer para
salvar a sua família?
A
Autora
Apaixonada desde sempre pela
palavra escrita, Dorothy Koomson escreveu o seu primeiro romance aos 13 anos. A filha da minha melhor amiga foi o seu
primeiro livro editado em Portugal. A história comovente de duas amigas
separadas pela mentira e unidas por uma criança encantou as leitoras portuguesas.
Pedaços de ternura, Bons sonhos, meu amor, O amor está no ar e Um erro inocente, Amor e
chocolate e O outro amor da vida dela
foram igualmente bem-sucedidos, consagrando a autora como uma referência para
as leitoras.
Primeiras páginas disponíveis aqui
Nas livrarias a 8 de Abril
segunda-feira, 1 de abril de 2013
A Livreira Anarquista - Opinião
Bertrand
Através
de comentários, diálogos e ilustrações das situações vividas quotidianamente, a
Livreira Anarquista consegue, com humor e ironia, apresentar o que se passa do
outro lado do balcão de uma livraria.
Criadora
de um dos blogues nacionais com mais sucesso, lança agora pela Bertrand Editora
o seu livro, com material inédito.
Já há algum tempo que sigo o blog
da Livreira Anarquista (http://livreiranarquista.tumblr.com/).
Rapidamente se tornou um dos meus blogs preferidos e foram imensas as
gargalhadas que dei à conta dos seus posts.
Quando soube que iam recolher
algumas das suas histórias em livro achei que não podia perder esta
oportunidade.
O livro A Livreira Anarquista é uma leitura leve, pequena e demasiado
engraçada para o deixarmos escapar. Em pouco mais de meia hora temos o livro
lido e a sensação que em vez de tempo perdido acabámos de o gastar em algo
esplêndido capaz de nos levar às lágrimas.
É um livro bastante simples, em que
cada página corresponde a uma das suas pequenas histórias vivenciadas enquanto
empregada de uma livraria. E para alguém que gosta, aprecia, vive e respira
livros estas histórias são hilariantes. O que dizer de alguém que numa livraria
pergunta se fazem embrulhos e manda embrulhar qualquer coisa? Ou os inúmeros
nomes dados ao livro O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá?
Quem acha que trabalhar numa
livraria pode ser o trabalho perfeito engana-se. E a Livreira Anarquista
demonstrará que é necessário uma boa dose de paciência e capacidade de “digerir”
o absurdo quotidiano.
Não há muito a dizer de um livro
destes. Apenas que recomento vivamente. É 5 estrelas e vale a pena ler. Porque
não começam pelo blog? Certamente ficarão fãs.
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