Refúgio,
de Nora Roberts
Jo
Ellen, fotógrafa de renome, pensava ter fugido à casa chamada Refúgio há muito
tempo. Ali passara os seus anos mais tristes, depois do desaparecimento
inesperado da mãe.
Contudo,
a casa que encima as praias exóticas de uma ilha ao largo da Geórgia continua a
assombrá-la. E agora, mais assustadoras ainda são as fotografias que alguém lhe
começa a enviar: primeiros planos sinistros e puros, culminando no retracto
mais chocante de todos, o da mãe… nua, bela e morta. Jo terá de regressar à
ilha da sua infância e à família que procurou esquecer. Com a ajuda de um
homem, descobrirá toda a verdade sobre o seu trágico passado. Mas o seu Refúgio
pode revelar-se o local mais perigoso de todos…
De vez em quando sabe bem voltar a
Nora Roberts. Uma leitura mais leve, que não nos obriga a pensar, que nos
abstrai dos problemas que nos rodeiam e que, quase sempre, se torna agradável.
Desta vez a autora leva-nos a
conhecer Jo Ellen, uma fotógrafa profissional que tenta superar o abandono da
mãe no passado, que foge de casa para construir uma vida autónoma sem precisar
da ajuda de ninguém. Mas depressa Jo percebe que, como dizia Hemingway, “nenhum
homem é uma ilha”. Depressa percebe que o passado não pode ser simplesmente
apagado e que é a companhia dos outros que nos permite superar os obstáculos e
viver.
Quando começa a receber fotografias
suas, demasiado pessoais, Jo percebe que algo está errado. Mas não imaginava
que no meio delas surgiria uma foto da mãe. A mãe que os abandonara há 20 anos,
sem nunca mais dar notícias, aparecia agora na foto nua e morta. O que seria
real naquela foto que desaparece misteriosamente?
Tudo isto leva Jo a voltar às
origens. E as suas origens estão em Desejo, uma ilha quase privada onde está a
bela casa de família conhecida como Refúgio. 20 anos depois Refúgio é um hotel
familiar dirigido pelas hábeis mãos da prima Kate, e dos irmãos de Jo, Brian e
Lexy.
Mas o passado desembarca com ela na
ilha e quer confrontá-los a todos com o que aconteceu há 20 anos…
A história está bastante bem
construída, como é normal na autora. As descrições de Refúgio e da ilha são fantásticas.
Apetece-nos ir lá passar umas férias. As personagens estão bem delineadas e são
interessantes.
Como sempre, nos livros de Nora
Roberts, há o romance. Neste caso três casais, os três irmãos, que enfrentam os
seus medos de abandono. E depois há o policial. A ânsia de descobrir o
assassino, o perseguidor de Jo. No entanto achei-o bastante fácil de
identificar.
O ponto fraco? O fim. Demasiado rápido
e sem a emoção que se esperava.
Um livro para quem gosta da autora, para quem quer um livro
fácil de ler e que, apesar do tamanho, é bastante rápido.

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