terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Desconhecidos num Casamento, de Alison Espach
Achei que estava a agarrar num livro leve. Enganei-me... É um livro com camadas. Pequenas camadas que vamos despindo às personagens durante os dias que antecedem um casamento.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Dores Crónicas, de Bruno Nogueira
2025 acabou com os pensamentos de Bruno Nogueira. Já no seu primeiro livro me tinha surpreendido o quão assertivo ele pode ser.
Por isso deixo as palavras dele na crónica cujo titulo dizia "Ler de livre e espontânea vontade":
"Ler
é um acto de entrega consentido:são sonhos, medos, amores, desamores,
impossibilidades e heróis espalmados em folhas de papel. E depois vem
uma possibilidade deslumbrante de conseguir levantar aquelas letras e
dar-lhes o que a nossa imaginação tiver para elas".
domingo, 30 de novembro de 2025
Catarina e a Beleza de Matar Fascistas, de Tiago Rodrigues e Gonçalo Frota (Posfácio)
Um livro assustador por retratar tão bem a nossa realidade, quando na altura do dramaturgo era só suposição.
Tiago Rodrigues cria uma narrativa fantástica à volta da ascensão ao poder do fascismo. O que foi, o que é e o que poderá ser. Dividido em duas partes lemos a peça de teatro e o posfácio de Gonçalo Frota que nos mostra "como chegámos aqui", que tanto se refere à peça como à realidade política nacional e internacional.
Uma família onde todos são Catarinas, em que um vez por ano se mata um fascista cumprindo o desejo da antepassada que viu Catarina Eufémia ser assassinada à sua frente. Mas Catarina Sara, quem irá cumprir a tarefa este ano, vê-se cheia de dúvidas. "Há duas vozes em mim. A dúvida divide, mas também multiplica." Será que matar um fascista por ano é suficiente para quebrar o alastramento da ideologia? Não haverá outra solução?
Recomendo a leitura a todos. Com atenção. Com reflexão. Não digo para matarmos um fascista, mas que saibamos todos ser Catarinas.
Tiago Rodrigues cria uma narrativa fantástica à volta da ascensão ao poder do fascismo. O que foi, o que é e o que poderá ser. Dividido em duas partes lemos a peça de teatro e o posfácio de Gonçalo Frota que nos mostra "como chegámos aqui", que tanto se refere à peça como à realidade política nacional e internacional.
Uma família onde todos são Catarinas, em que um vez por ano se mata um fascista cumprindo o desejo da antepassada que viu Catarina Eufémia ser assassinada à sua frente. Mas Catarina Sara, quem irá cumprir a tarefa este ano, vê-se cheia de dúvidas. "Há duas vozes em mim. A dúvida divide, mas também multiplica." Será que matar um fascista por ano é suficiente para quebrar o alastramento da ideologia? Não haverá outra solução?
Recomendo a leitura a todos. Com atenção. Com reflexão. Não digo para matarmos um fascista, mas que saibamos todos ser Catarinas.
segunda-feira, 24 de novembro de 2025
O Burnout, de Sophie Kinsella
O Burnout, de Sophie Kinsella
Gosto bastante desta autora. Conheci-a como a louca por compras e já li outros com outros temas. Este estava um pouco receosa. O tema e alguns comentários fizeram-me ter medo que a autora tivesse perdido o jeito. Mas não.
Não é um tratado sobre o burnout e sobre a forma como deve ser tratado. Mas é realista em algumas das situações (se não contarmos a do convento e posterior muro de tijolos) e chega a ter umas duras verdades sobre o assunto.
Talvez seja de já quase lá ter estado, mas a verdade é que me consegui identificar com a Sasha e o seu stress.
Se era preciso um romance no livro, mesmo que ligeiro? Não. Mas até isso serviu para percebermos que dois errados não fazem um certo.
Pelo meio temos cenas engraçadíssimas, quase todas passadas naquele hotel Rilston, que saiu de uma imaginação hilariante, na certa.
Um livro muito interessante de ler.
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