Practical Magic sempre foi um dos meus filmes confortáveis. Aqueles a que se volta vezes sem conta. Mas só há pouco tempo descobri que era uma adaptação. Claro que tive de ir logo procurar o livro.
Não decepciona. Mas... não é o filme. Acho que quase
podemos separar as duas narrativas como duas histórias parecidas mas
diferentes. As personagens são as mesmas, e a base também. É como uma
estrada que se divide em duas ramificações. O livro continua na estrada,
o filme explora a nova que se formou.
Aqui a magia é subentendida.
Não é algo de culto, de mortos vivos ou maldições. No livro a magia é
algo que desprende como um cheiro, um som ou um sentimento. Temos
segundas oportunidades, mas sem um homem que monta a cavalo ao
contrário...
É bonito e leve. Dá-nos mais contexto das mulheres
Owens. Perceber melhor Sally ou Gillian, as suas dores, os seus medos e
esperanças. Transmite-nos aquela sabedoria dos antigos e uma vontade de
ler as prequelas para saber mais sobre Maria, a primeira Owens.



