Ali Hazelwood é sempre uma aposta segura. São
livros leves e o facto de retratar sempre mulheres na ciência, acaba-se
por aprender qualquer coisa.
Não é amor não é diferente dos demais.
Mesmo após o aviso inicial da autora de que é um livro mais erótico e
diferente do que escreve normalmente.
Ali conta-nos aqui a história
de Rue e de Eli. Mas mais que um romance é um cruzar de traumas. A
bagagem que cada um leva para uma relação e a forma como o outro a
aceita.
Por trás temos ainda outra história. A história de como amizades são traídas, por lucro, por fama,...
Um
livro interessante que nos mostra o mundo das patentes e o seu
funcionamento. Pelo meio temos umas cenas bem quentes e o despontar de
um romance. Leve, como o verão.
segunda-feira, 13 de abril de 2026
Não é Amor, de Ali Hazelwood
segunda-feira, 6 de abril de 2026
Magia e Sedução, de Alice Hoffman
Practical Magic sempre foi um dos meus filmes confortáveis. Aqueles a que se volta vezes sem conta. Mas só há pouco tempo descobri que era uma adaptação. Claro que tive de ir logo procurar o livro.
Não decepciona. Mas... não é o filme. Acho que quase
podemos separar as duas narrativas como duas histórias parecidas mas
diferentes. As personagens são as mesmas, e a base também. É como uma
estrada que se divide em duas ramificações. O livro continua na estrada,
o filme explora a nova que se formou.
Aqui a magia é subentendida.
Não é algo de culto, de mortos vivos ou maldições. No livro a magia é
algo que desprende como um cheiro, um som ou um sentimento. Temos
segundas oportunidades, mas sem um homem que monta a cavalo ao
contrário...
É bonito e leve. Dá-nos mais contexto das mulheres
Owens. Perceber melhor Sally ou Gillian, as suas dores, os seus medos e
esperanças. Transmite-nos aquela sabedoria dos antigos e uma vontade de
ler as prequelas para saber mais sobre Maria, a primeira Owens.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Ilha de Vidro, de Nora Roberts
Se o segundo livro desta trilogia me pareceu
mais lento e enfadonho, este terceiro foi uma explosão de interesse.
Agarrou-me desde o primeiro capítulo e prendeu-me quando, após o segundo
livro, estive quase a desistir da trilogia.
Os guardiões conseguiram
já a segunda estrela e estão agora alojados na casa de Bran, no verde
condado de Clare na Irlanda. A casa que Bran construiu, sem saber, por
cima das ruinas da casa de Doyle. Será coincidência? Vão também
descobrir outras pequenas coincidências que os podem levar ao local da
terceira estrela. Mas Nerezza está a recuperar da ultima batalha e já só
pensa em vingança.
Este livro leu-se de um sopro. Centra-se em Doyle
e Riley, mas principalmente em Doyle que tem de fazer as pazes com o
passado e com a sua maldição.
As descrições da ilha de vidro são um
espanto. Fazem-nos querer ficar lá, naquela ilha maravilhosa onde tudo e
todos vivem em paz.
Só fiquei com pena que achei o final demasiado apressado.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Baía dos Suspiros, de Nora Roberts
Depois de conseguir a primeira estrela, e de
vencer a batalha com a deusa Nerezza, os guardiões são levados até
Capri, a bela ilha italiana. Agora todos os segredos foram desvendados,
cada um dos guardiões confia no todo, como uma unidade.
Enquanto o primeiro livro se centra em Sasha, este livro vai centrar-se em Annika.
Também Nerezza arranja um cúmplice, que alguns dos guardiões já conhecem de aventuras passadas.
Li
o primeiro livro avidamente. E comecei logo o segundo livro. No
entanto, talvez por se centrar em Annika, pareceu-me que este livro era
mais parado e levei mais tempo para o ler.
Mas é sempre uma leitura agradável, mesmo que lenta
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Estrelas da Fortuna, de Nora Roberts
Um livro interessante. O primeiro de uma
trilogia. A ideia de partida do livro é engraçada. Três deusas que
formam três estrelas para presentear uma rainha. E uma quarta deusa, da
escuridão, que tenta conquistar os mundos para que a escuridão reine.
Nos
dias de hoje conhecemos Sasha. Pintora. Que pinta com mestria e
demasiado detalhe desconhecidos que lhe aparecem em sonhos. Movida por
uma vontade quase divina viaja até Corfu, na Grécia, onde os rostos nas
suas telas se tornam reais.
A personagem de Sasha é bastante interessante. Mas a de Bran conquistou-me à primeira leitura. Assim como Annika.
Os seis têm que encontrar as estrelas antes que a deusa da escuridão as encontre.
A
leitura é leve e bastante cativante. A imaginação consegue levar-nos às
ilhas, aos bosques, às aldeias com precisão tal é a escrita da autora.
Uma boa surpresa!
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Desconhecidos num Casamento, de Alison Espach
Achei que estava a agarrar num livro leve.
Enganei-me... É um livro com camadas. Pequenas camadas que vamos
despindo às personagens durante os dias que antecedem um casamento.
Phoebe
toma uma decisão. Por ela viaja até um hotel com que sempre sonhou. Mas
nesse hotel vai haver um casamento. Todo o hotel deveria estar
reservado para o casamento de Lila e Gary. Mas um erro no sistema
permite a Phoebe alugar um quarto. Ela que apenas quer "fugir" de um ex
marido que ainda ama e que não perdoa por a abandonar. E Lila só quer um
casamento perfeito. E com Phoebe lá já não é perfeito. Ela, que é uma
desconhecida, e com quem Lila acaba por desabafar.
Camadas. Da mesma
maneira que todos nós as temos. Da mesma maneira que com a ajuda de
outros vamos descobrindo coisas sobre nós e perspectivas diferentes da
vida.
Um livro que não é leve. Mas que é bom.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Dores Crónicas, de Bruno Nogueira
2025 acabou com os pensamentos de Bruno Nogueira. Já no seu primeiro livro me tinha surpreendido o quão assertivo ele pode ser.
Por isso deixo as palavras dele na crónica cujo titulo dizia "Ler de livre e espontânea vontade":
"Ler
é um acto de entrega consentido:são sonhos, medos, amores, desamores,
impossibilidades e heróis espalmados em folhas de papel. E depois vem
uma possibilidade deslumbrante de conseguir levantar aquelas letras e
dar-lhes o que a nossa imaginação tiver para elas".






