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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026
Ilha de Vidro, de Nora Roberts
Se o segundo livro desta trilogia me pareceu mais lento e enfadonho, este terceiro foi uma explosão de interesse. Agarrou-me desde o primeiro capítulo e prendeu-me quando, após o segundo livro, estive quase a desistir da trilogia.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Baía dos Suspiros, de Nora Roberts
Depois de conseguir a primeira estrela, e de
vencer a batalha com a deusa Nerezza, os guardiões são levados até
Capri, a bela ilha italiana. Agora todos os segredos foram desvendados,
cada um dos guardiões confia no todo, como uma unidade.
Enquanto o primeiro livro se centra em Sasha, este livro vai centrar-se em Annika.
Também Nerezza arranja um cúmplice, que alguns dos guardiões já conhecem de aventuras passadas.
Li
o primeiro livro avidamente. E comecei logo o segundo livro. No
entanto, talvez por se centrar em Annika, pareceu-me que este livro era
mais parado e levei mais tempo para o ler.
Mas é sempre uma leitura agradável, mesmo que lenta
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
Estrelas da Fortuna, de Nora Roberts
Um livro interessante. O primeiro de uma
trilogia. A ideia de partida do livro é engraçada. Três deusas que
formam três estrelas para presentear uma rainha. E uma quarta deusa, da
escuridão, que tenta conquistar os mundos para que a escuridão reine.
Nos
dias de hoje conhecemos Sasha. Pintora. Que pinta com mestria e
demasiado detalhe desconhecidos que lhe aparecem em sonhos. Movida por
uma vontade quase divina viaja até Corfu, na Grécia, onde os rostos nas
suas telas se tornam reais.
A personagem de Sasha é bastante interessante. Mas a de Bran conquistou-me à primeira leitura. Assim como Annika.
Os seis têm que encontrar as estrelas antes que a deusa da escuridão as encontre.
A
leitura é leve e bastante cativante. A imaginação consegue levar-nos às
ilhas, aos bosques, às aldeias com precisão tal é a escrita da autora.
Uma boa surpresa!
quarta-feira, 30 de julho de 2014
Jogo de Mãos, de Nora Roberts - Opinião
Jogo
de Mãos, de Nora Roberts
Uma história cheia de
glamour e suspense sobre o amor, chantagem e magia.
Max Nouvelle é o
patriarca de uma ilustre família de ilusionistas e ladrões de jóias,
constituída por Lily - a sua companheira; Roxanne - a sua filha, tão linda
quanto casmurra; e Luke - um rapaz que Max recolheu das ruas e que entretanto
se transformou num homem muito interessante. No palco fazem números elaborados
e, fora dele, assaltos ainda mais refinados. Durante muitos anos Roxanne e Luke
deram-se como cão e gato mas agora, já adultos, descobrem que há entre eles
algo que não esperavam. Mas é então que Luke, receoso que o seu passado manche
a sua família adoptiva, é vítima de alguém que quer vingar-se dos Nouvelle. E
vão ser precisos alguns anos em fuga antes que ele volte e, juntamente com
Roxanne, dê o golpe mais audacioso das suas vidas.
Com Jogo de Mãos, Nora
Roberts revela-nos um mundo glamoroso onde a paixão e o mistério se entrelaçam
e nada parece o que é.
Já
tinha este livro na estante há algum tempo. Empréstimo de uma amiga que se foi
prolongando… e prolongando. Já tinha pegado nele, confesso, umas três vezes.
Mas havia sempre algo que se metia no meio e não passava das primeiras páginas.
Desta
vez foi de vez!
Não
foi dos livros da Nora Roberts que mais me seduziu. Tem uma história fluida e
interessante. As personagens são rebuscadas e intrigantes. A história de vida
de Luke é impressionante e proporciona o lado negro da narrativa. Jogo de Mãos
é uma história de amor, traição, dever, perdão e agradecimento. Tudo envolvido
com uma pitada de magia.
Os
Nouvelle são mágicos reconhecidos. Encantam quem os vai ver com os seus
brilhantes malabarismos e magias de deixar qualquer um de boca aberta. Num
plano familiar são uma família como as outras que coloca o bem estar de todos
em principal plano. O segredo? Equilibrar a magia com o roubo dos ricos. Bem…
não é bem roubo. É apenas uma maneira diferente de redistribuir a riqueza por
quem precisa.
Luke,
fugido de casa, é atraído por um cartaz e sem saber como de um momento para o
outro vê-se membro daquela família. É bem acolhido e gosta de todos… excepto
Roxanne. A chata miúda ruiva filha de Max.
Pelas
palavras viajamos pela infância dos dois, pela adolescência, pela crescente
ebulição que ocorre entre os dois.
No
meio das ilusões mágicas encontramos uma história de amor bem típica da autora.
A relação de Roxanne e Luke é bastante conturbada e a cada capítulo ganha um
novo ingrediente.
A
minha personagem preferida? Sem dúvida Max. O ilusionista que tudo faz pela
família e encara a magia como um amor. De tal forma que enceta uma busca
incessante pela pedra filosofal.
Não
é dos melhores livros da autora, confesso. Mas como leitura de férias, como
leitura intermédia, é bastante satisfatório e proporciona umas quantas horas de
distracção.
domingo, 12 de janeiro de 2014
Refúgio, de Nora Roberts - Opinião
Refúgio,
de Nora Roberts
Jo
Ellen, fotógrafa de renome, pensava ter fugido à casa chamada Refúgio há muito
tempo. Ali passara os seus anos mais tristes, depois do desaparecimento
inesperado da mãe.
Contudo,
a casa que encima as praias exóticas de uma ilha ao largo da Geórgia continua a
assombrá-la. E agora, mais assustadoras ainda são as fotografias que alguém lhe
começa a enviar: primeiros planos sinistros e puros, culminando no retracto
mais chocante de todos, o da mãe… nua, bela e morta. Jo terá de regressar à
ilha da sua infância e à família que procurou esquecer. Com a ajuda de um
homem, descobrirá toda a verdade sobre o seu trágico passado. Mas o seu Refúgio
pode revelar-se o local mais perigoso de todos…
De vez em quando sabe bem voltar a
Nora Roberts. Uma leitura mais leve, que não nos obriga a pensar, que nos
abstrai dos problemas que nos rodeiam e que, quase sempre, se torna agradável.
Desta vez a autora leva-nos a
conhecer Jo Ellen, uma fotógrafa profissional que tenta superar o abandono da
mãe no passado, que foge de casa para construir uma vida autónoma sem precisar
da ajuda de ninguém. Mas depressa Jo percebe que, como dizia Hemingway, “nenhum
homem é uma ilha”. Depressa percebe que o passado não pode ser simplesmente
apagado e que é a companhia dos outros que nos permite superar os obstáculos e
viver.
Quando começa a receber fotografias
suas, demasiado pessoais, Jo percebe que algo está errado. Mas não imaginava
que no meio delas surgiria uma foto da mãe. A mãe que os abandonara há 20 anos,
sem nunca mais dar notícias, aparecia agora na foto nua e morta. O que seria
real naquela foto que desaparece misteriosamente?
Tudo isto leva Jo a voltar às
origens. E as suas origens estão em Desejo, uma ilha quase privada onde está a
bela casa de família conhecida como Refúgio. 20 anos depois Refúgio é um hotel
familiar dirigido pelas hábeis mãos da prima Kate, e dos irmãos de Jo, Brian e
Lexy.
Mas o passado desembarca com ela na
ilha e quer confrontá-los a todos com o que aconteceu há 20 anos…
A história está bastante bem
construída, como é normal na autora. As descrições de Refúgio e da ilha são fantásticas.
Apetece-nos ir lá passar umas férias. As personagens estão bem delineadas e são
interessantes.
Como sempre, nos livros de Nora
Roberts, há o romance. Neste caso três casais, os três irmãos, que enfrentam os
seus medos de abandono. E depois há o policial. A ânsia de descobrir o
assassino, o perseguidor de Jo. No entanto achei-o bastante fácil de
identificar.
O ponto fraco? O fim. Demasiado rápido
e sem a emoção que se esperava.
Um livro para quem gosta da autora, para quem quer um livro
fácil de ler e que, apesar do tamanho, é bastante rápido.
quinta-feira, 11 de julho de 2013
A Villa, de Nora Roberts - Opinião
A
Villa, de Nora Roberts
Sophia
é a herdeira do negócio de vinhos da próspera família Giambelli. Sob ordens da
sua avó, ela tem de aprender todas as etapas da produção de vinho. O seu tutor,
Tyler MacMillan, é um jovem atraente com uma grande paixão pelas vinhas, mas
apenas desprezo pelo mundo de negócios. À partida, esta promete ser uma
parceria difícil, mas quando a reputação dos vinhos Giambelli começa a ser
misteriosamente atacada, a difícil relação transforma-se num inesperado
romance. Infelizmente alguém ambiciona destruir mais do que o negócio de
vinhos. Mas só quando o pai de Sophia é morto e os membros da família se tornam
suspeitos, é que a verdadeira dimensão da ameaça é revelada. Será que a própria
família Giambelli está em risco? E o que pode um frágil amor perante tamanha
teia de manipulação?
É sempre bom voltar a Nora Roberts.
Principalmente no verão, quando a cabeça precisa de arejar, de ideias leves, de
pensar pouco e sonhar muito.
Este livro começa com uma morte que
desde logo nos prende. Terá sido a morte do velho Signore Baptista uma mera
coincidência, uma movida de uma peça de xadrez ou o desenrolar de uma longa
história? De tudo um pouco, na verdade.
Aos poucos conhecemos a história da
família Giambelli. As suas várias gerações, o seu papel na empresa familiar, a
relação de cada um com La Signora (que nos parece quase saída de uma história
da máfia) e com cada um entre si.
O vinho corre por cada página deste
livro. Por cada história. Envolve-nos com o seu cheiro e o seu sabor à medida
que vamos conhecendo os personagens, as suas motivações. À medida que as gotas
do vinho se misturam com o sangue dos que ficam pelo caminho.
Uma grande fortuna traz invejas.
Uma família unida traz invejas. E pelos vistos a Giambelli causa invejas.
Invejas capazes de mandar matar alguém, de mandar prejudicar outros.
A história está bem construída. É
interessante, cativante, bastante leve, apesar do enredo não o parecer, e torna-se,
até divertida. Sophia é uma personagem interessante e Ty consegue ser
hilariante. A mistura dos dois, então, essa consegue arrancar-nos gargalhadas.
É sobretudo um livro sobre os laços
familiares, sobre a amizade em família e a importância que a mesma pode ter nas
nossas vidas.
Tal como disse no início, é um
livro ideal para o verão, para espairecer e refrescar a mente. Quem sabe
acompanhado de um copo de vinho?
segunda-feira, 12 de novembro de 2012
Entre o Céu e a Terra - Opinião
Entre o Céu e a
Terra, de Nora Roberts
Trilogia das
Três Irmãs, vol. 2
A jovem Ripley Todd
quer apenas levar uma vida tranquila na acolhedora Ilha das Três Irmãs. O seu
trabalho como ajudante de xerife mantém-na ocupada e feliz e, quando lhe
apetece estar com alguém, não tem dificuldade em encontrar um parceiro...
apesar de isso estar a acontecer cada vez menos vezes. Satisfeita com a vida
que leva, Ripley só tem um problema na vida: os poderes especiais que possui e
que a atemorizam e confundem. E por mais que os tente esconder, não consegue
mantê-los sob controle. É então que surge o cativante Mac Booke, um pesquisador
do sobrenatural que chega à ilha para investigar os rumores da feitiçaria
local. Rapidamente ele se apercebe que existe algo extraordinário em Ripley. E
não são apenas os seus fulgurantes olhos verdes ou o seu sorriso irónico. Há
algo mais. Algo que ele é capaz de ver mas que ela é incapaz de admitir.
Fascinado pela luta interna dela com as suas próprias habilidades, Mac está
determinado a ajudá-la a aceitar quem é... e a encontrar a coragem para abrir o
seu coração. Mas antes que Ripley e Mac possam sonhar com o que o futuro
reserva, têm que enfrentar os demónios do passado. Pois a Ilha das Três Irmãs
guarda séculos de segredos e possui um legado de perigos que ainda a
assombra...
Alguns
de vós já sabem que gosto dos livros de Nora Roberts. E, principalmente, que
não resisto a uma trilogia dela. Normalmente nas trilogias a autora consegue
uma escrita mais fluída e cativante. Além de que as personagens são mais
desenvolvidas e os ambientes mais interessantes. Apercebi-me disso logo pela
Trilogia da Herança, a primeira que li, e fiquei completamente rendida à
Trilogia Irlandesa. Ambas descreviam uma Irlanda apaixonante (principalmente
quando a leitora já é apaixonada pela Irlanda e pelas suas lendas). Contudo,
todos me aconselhavam a Trilogia das Três Irmãs. Todos me afirmavam que eu iria
adorar.
E
é verdade.
Tal
como as restantes trilogias também esta se centra em três mulheres. Embora não
seja passada na Irlanda traz a sua magia na mesma até nós. E é com os
julgamentos das bruxas em Salem que começa a nossa história.
No
primeiro livro conhecemos Nell. Nell fugiu para a pequena ilha das Três Irmãs
sem saber que lá iria descobrir o seu destino. Lá encontrou as suas “verdadeiras”
irmãs. É que Nell, Ripley e Mia são descendentes das três irmãs originais. As
que fugiram de Salem e criaram a ilha com um encantamento que a separou do
resto do Continente. Porém, cada uma delas traz em si o passado da irmã “original”.
Nell trazia o medo e a dor daquela que se chamava Ar.
No
segundo livro da Trilogia conhecemos melhor a história de Ripley. Após a noite
em que para salvar Nell ela teve de fazer ressurgir a magia que sempre tentou
negar, Ripley quer apenas voltar à sua vida normal. E, principalmente, esquecer
de vez uma magia que não quer nem sabe controlar. Mas o destino quer fazer
cumprir o encanto das três irmãs originais.
Na
ilha aparece Mac Booke, um pesquisador do sobrenatural que quer entender o que
se passou naquela noite. Com maquinetas e gravadores quer entrevistar as três
intervenientes e perceber o que aconteceu e até que ponto a magia de que todos
falam é verdadeira. De Nell e Mia recebe todo o apoio. Mas Ripley recusa-se a colaborar.
Até ao momento em que percebe que Mac tem algo mais a oferecer do que um estudo
cientifico. Ele pode muito bem ser o homem que lhe está destinado. E Ripley
permite-se, pela primeira vez, apaixonar por alguém.
Contudo
o destino move-se ao mesmo tempo. E traz à ilha Harding, um jornalista movido
pelo dinheiro. Harding pode colocar em perigo os delicados fios que unem as
personagens. A magia é novamente necessária e será Ripley, a descendente
daquela a quem chamavam Terra, a chave para que todos possam sobreviver.
O
tema só por si já me encanta. Lembro-me que o primeiro livro me conquistou
simplesmente com a primeira frase, uma oração à Deusa. A história das Três Irmãs
e de como as suas descendentes têm de lidar com o destino faz parte do meu
imaginário desde sempre. Os rituais que Mia faz, as preces, os amuletos, fazem
quase parte do meu dia a dia. Por isso esta trilogia tinha tudo para me
encantar.
Ao
contrário de Nell, que foge de um ambiente de violência doméstica, Ripley tem
uma vida calma. Polícia da ilha, como o irmão, apenas se aborrece com as
constantes lembranças de que também ela possui o Poder. Confrontada com Mac
todos os seus demónios vêm ao de cima. É obrigada a pensar naquilo que sempre
quis esconder. E pior, é obrigada a usá-lo para os salvar. A personagem de
Ripley é bastante interessante. E a “luta” constante contra Mac e contra o seu
próprio coração faz-nos soltar algumas gargalhadas. A história segue o normal
caminho de quem já está habituado a estes livros de Nora Roberts. Por isso é
perfeitamente normal e aceitável quando chegamos à última página e queremos ir
a correr ler o próximo livro da trilogia.
A
não perder para fãs da autora, para fãs do tema e também um bom começo para
quem não conhece e quer ser apresentado à escrita de Nora Roberts.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
A Dama Negra - Opinião
A Dama Negra, de Nora
Roberts
Edições Chá das Cinco (Chancela da Saída de Emergência)
"A Dama
Negra é do melhor que Nora Roberts alguma vez escreveu."
People
People
O ar estava frio quando a Dra.
Miranda Jones chegou a casa depois de uma longa semana de trabalho. Mas o seu
sangue gelou quando sentiu encostarem-lhe uma faca ao pescoço. Depois de
roubarem tudo o que trazia, os assaltantes desapareceram.
Profundamente abalada, Miranda decide esquecer aquela experiência assustadora. E, para isso, nada como aceitar o convite para ir a Itália confirmar a autenticidade de A Dama Negra, um bronze renascentista representando uma cortesã dos Medici.
Mas, em vez de cimentar a sua posição como a maior perita mundial nesse campo, a viagem a Itália quase que lhe destrói a reputação. Sentindo-se alvo de uma cilada, Miranda está decidida a limpar o seu nome. Mas ninguém parece disposta a ajudá-la... com a excepção de Ryan Boldari, um sedutor ladrão de arte cujos objectivos são obscuros...
Agora torna-se evidente que o assalto à porta de sua casa foi muito mais do que isso e que A Dama Negra possui tantos segredos quanto a cortesã que a inspirou. Com a ajuda de um homem em quem não deve confiar mas por quem sente uma atracção intoxicante, a solução para todo este enigma parece repleto de traições, mentiras e perigos mortais.
Profundamente abalada, Miranda decide esquecer aquela experiência assustadora. E, para isso, nada como aceitar o convite para ir a Itália confirmar a autenticidade de A Dama Negra, um bronze renascentista representando uma cortesã dos Medici.
Mas, em vez de cimentar a sua posição como a maior perita mundial nesse campo, a viagem a Itália quase que lhe destrói a reputação. Sentindo-se alvo de uma cilada, Miranda está decidida a limpar o seu nome. Mas ninguém parece disposta a ajudá-la... com a excepção de Ryan Boldari, um sedutor ladrão de arte cujos objectivos são obscuros...
Agora torna-se evidente que o assalto à porta de sua casa foi muito mais do que isso e que A Dama Negra possui tantos segredos quanto a cortesã que a inspirou. Com a ajuda de um homem em quem não deve confiar mas por quem sente uma atracção intoxicante, a solução para todo este enigma parece repleto de traições, mentiras e perigos mortais.
A Dama Negra é uma
leitura recorrente. Li-o a primeira vez quando ainda nem sabia quem era a
autora e cativou-me logo. A semana passada uma amiga pediu-me uma recomendação
de um livro de Nora Roberts e sugeri-lhe este. Depois, ao falar com ela, começou
a “roer” o bichinho de ler A Dama Negra
novamente.
O tema é
muito interessante: a arte. Os corredores por onde artistas, agentes, galeristas
se movem. A explicação de algumas obras que conhecemos e a descrição de obras
que a curiosidade nos faz ir pesquisar. O livro não é apenas um romance. É
misterioso, artístico e arrebatador.
A personagem
de Miranda é fascinante. Mas mais ainda a de Ryan, com a sua família italiana e
irlandesa. O contraste completo com a família de Miranda, uma família fria, sem
emoção, sem laços.
A descoberta
do bronze A Dama Negra leva a protagonista para Florença onde as coisas não
correm como planeado. De volta ao Maine (as descrições são fantásticas) o seu
local de trabalho é assaltado e desaparece um outro bronze David. É Ryan, o
ladrão de arte sedutor, que vai fazer a ligação entre todos os acontecimentos
que rodeiam Miranda e descobrir que ela é a ligação, ela é o alvo… mas de quem?
Um romance
arrebatador em que as 400 páginas do livro são devoradas em pouco tempo. Um dos
melhores livros da autora, sem dúvida.
Apenas um
aparte em relação à tradução. Há alguns erros de tradução. O mais crasso é a
repetitiva tradução de restauro para “restauração”. Meus amigos, restauração
são restaurantes e restauro é a arte de “reparar” uma obra de arte. Não fazia
mal à editora fazer uma nova revisão do livro.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
A Pousada no fim do Rio, de Nora Roberts - Opinião
A Pousada no fim do Rio, de Nora RobertsEdições Chá das Cinco
Olivia MacBride e os seus pais eram a típica família de sonho de Hollywood, não lhes faltando fama, fortuna e amor. Até à noite em que Olivia, de quatro anos, acorda e encontra a mãe brutalmente assassinada aos pés do pai. Nesse momento, a vida de Olivia mudará para sempre. Acolhida pelos avós num recanto resguardado pela Natureza, Olivia aprende a enterrar bem fundo o passado. Determinada a proteger-se de memórias dolorosas, cresce limitando a sua vida às florestas verdejantes e à Pousada do Fim do Rio. Mas quando aparece Noah Brady, a jovem terá de se esforçar muito para resistir à atracção que sente por ele. Infelizmente, o futuro é caprichoso e Noah trai a confiança de Olivia. Apesar de ele nunca desistir de a ajudar a lidar com os traumas do passado, poderá a jovem voltar a confiar em Noah? Mais: o pai de Olivia é liberto da prisão e parece que há segredos terríveis a descobrir sobre aquela fatídica noite.
Os livros da Nora Roberts não costumam trazer muitas surpresas e este foi um desses. A história mostra-nos o lado negro de Hollywood: os ciúmes, as drogas, os paparazzi. Olivia é apenas uma criança quando a mãe aparece morta e o pai é preso. Não percebe o que se passa à sua volta e é levada pelos avós para a casa de família em Washington. Aí começa a surpresa.
Podemos considerar este livro como um hino ambiental. As descrições da floresta são fascinantes. Quase sentimos a bruma que envolve as árvores, o chilrear dos pássaros e o vento a passar nas folhas. É aqui que, anos depois, conhecemos a verdadeira Olivia. A que cresceu longe da confusão, no anonimato, numa redoma de vidro protegida de todo o passado, É ela que nos mostra as belezas da floresta, nos contas as histórias, os animais que podemos ver e nos explica a espécies vegetais que podemos encontrar.
É na floresta que reencontra Noah, o rapazinho que tinha medo de extraterrestres, onde o ama e onde decide lutar por ele mesmo pondo a sua vida em perigo.
A Pousada no fim do Rio traz-nos, também, o tema policial. Sam Tanner é preso acusado do assassínio da mulher, Julie. Mas aquela noite sempre foi confusa na sua mente. E Sam nunca chegou a perceber se era ou não o assassino.
Nora Roberts tentou manter o clima de um policial. No meu entender errou redondamente. O verdadeiro assassino, apesar de revelado apenas no climax final, é fácil de descobrir. Ainda na descrição da noite do assassinato já eu tinha descortinado o verdadeiro assassino o que fez perder algum do interesse no livro.
É um livro dentro do género do já habituado por Nora Roberts. Lá dentro tem paixão, tensão sexual, romance e amizade. Uma escrita fluída e umas boas horas de entretém para apreciadores da escritora.
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